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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ataque de cães: todo cuidado é pouco

domingo, 18 de setembro de 2011

Ataques de cachorros preocupam trabalhadores

14/09/2011 às 17:34:40 - Atualizado em 14/09/2011 às 18:07:02
Valéria Auada
Nem sempre o cachorro é o melhor amigo do homem. O animal pode ser também o "terror" para os trabalhadores. Carteiros, coletores de lixo, leituristas de medidores de energia ou agentes comerciais de campo - que analisam o consumo de água - sentem literalmente "na pele" o ataque de cães durante os dias de trabalho.
Os prejuízos com a mordedura de cão atingem tanto a saúde do trabalhador quanto a empresa, devido aos dias em que os funcionários precisam ficar afastados do trabalho.
O agente comercial de campo da Sanepar, em Curitiba, Andrey Ivanqui Moisa, já foi mordido três vezes durante o trabalho. O caso mais grave ocorreu na Cidade Industrial, em julho deste ano, quando o profissional teve que ficar afastado do trabalho por uma semana.
"Eu me aproximava da casa e o portão estava aberto. O cachorro, de grande porte, veio direto para cima de mim e fui mordido na perna. O problema maior foi que atingiu minha musculatura e fiquei com a marca de dois dentes do cachorro na perna", recorda. "Os donos dizem que pode entrar porque o animal não morde, mas é sempre assim que os cachorros atacam. A gente vira sonho de consumo, os cachorros ficam esperando a gente todo o mês", afirma Moisa.
A Sanepar tem 117 agentes comerciais de campo que trabalham em Curitiba e na região metropolitana, fazendo em média 39 mil leituras de consumo de água diariamente e visitando aproximadamente 790 mil imóveis.
Em 2009, 43 agentes foram mordidos por cães, representando 140 dias de afastamento de trabalho. Ano passado, os índices aumentaram para 60 mordeduras de cães e 214 dias de afastamento.
De janeiro a julho deste ano, a Sanepar registrou 31 casos de ataques de cães, que representaram 62 dias de afastamento. Segundo a Sanepar, os ataques aos trabalhadores ocorrem em todas as regiões, mas com maior frequência nas periferias.
A mordedura de cães em trabalhadores da Sanepar já chegou aos tribunais. No dia 3 de agosto, o Juizado Especial Criminal de São José dos Pinhais condenou o dono de um cachorro a pagar duas cestas básicas no valor de R$ 300,00. O juiz determinou que o pagamento fosse encaminhado à Apae do município.
Curso
Na Copel, o leiturista de medidores de energia recebe o treinamento "Análise Preliminar de Riscos para Leiturista", inclusive para a prevenção de acidentes com cães.
O trabalhador aprende a detectar indícios de cães por meio de fezes no chão, cheiro de urina e pelo do animal. Ele também é orientado a manter distância dos cães e, quando o animal está solto, a pedir que o dono o prenda.
Mesmo assim, a Copel tem registros de ataques e mordeduras de cães a seus funcionários. A companhia tem 140 leituristas na Grande Curitiba. Ano passado, foram registradas nove mordeduras caninas e seis dias perdidos de trabalho. Este ano, somente de janeiro a 14 de agosto, a Copel já registrou 11 mordeduras caninas e 12 dias de trabalho perdido.
O técnico de segurança do trabalho da Copel, Gerson Luiz Gorski, disse que, caso o leiturista venha a ser mordido por cachorro, ele é orientado a procurar o posto de saúde mais próximo e avisar o supervisor.
Gorski conta que, em maio do ano passado, um leiturista realizava a leitura no Rebouças, em Curitiba, do lado de fora do portão de uma residência, com um espelho visualizador.
Ao colocar a mão no portão, com o aparelho, um pitbull apareceu repentinamente, saltou mais de dois metros e o mordeu. Ele foi socorrido pelo dono e levado ao posto de saúde. O leiturista ficou afastado do trabalho por três dias.
Cavo
Os coletores de lixo da Cavo, em Curitiba, também passam pelo perigo de ser mordido por cães. Somente nos primeiros cinco dias deste mês, a empresa registrou quatro acidentes causados por mordidas. De janeiro até agosto, foram registrados 32 casos envolvendo mordeduras e rasgaduras ocasionadas por cães em Curitiba.
Um dos casos mais graves aconteceu em 3 de setembro. "A dona da casa foi conversar com a vizinha e deixou o portão encostado. Foi o que bastou para o cão conseguir escapar e avançar contra o profissional", conta a coordenadora de Qualidade, Segurança e Meio Ambiente da Cavo, Kelly Sayuri Nozu.
O coletor foi mordido no braço. Encaminhado imediatamente ao hospital, ele levou seis pontos. O coletor ficou afastado por uma semana. No ano passado, em uma só madrugada, dois rottweilers morderam três coletores.

terça-feira, 1 de março de 2011

Carteiros fazem curso para evitar ataques de cães

Alemanha – A cidade de Munique está preparando seus carteiros a driblarem ataque de cachorros, através da psicologia canina.
Todos os carteiros da cidade de Munique trabalham com spray de pimenta e petiscos. Se o cão não tentar um ataque, ele é premiado com uma deliciosa recompensa (petiscos). Agora para o cão, mais abusado, que tentar morder o entregador, ele é penalizado com o spray.
De acordo com a empresa de correios Deutsche Post, o número de ocorrências caiu cerca de 80%, desde os carteiros passaram a ganhar aulas de psicologia e controle de cachorros.
“O projeto está sendo ótimo (…). Pensamos em ampliar esta iniciativa a outras cidades da Alemanha”, diz Eva Kirchesch, porta-voz da Deutsche Post.
Por Andressa Araújo
Agência PC – São Paulo/SP

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


ATAQUES DE CÃES

Esta semana, o ataque de um cão a uma criança de 1 ano e 9 meses chocou muitas pessoas. O menino passeava com o pai em uma praça do Alto de Pinheiros, região oeste da cidade, quando o pastor alemão fugiu de sua casa e mordeu a criança no queixo e nas pálpebras. Os ferimentos só não foram maiores porque o pai conseguiu afugentar o cão. O animal pertencia a uma juíza, e ela afirma que ele nunca havia demonstrado comportamento agressivo. Como evitar acidentes desse tipo?

“O dono é o responsável, inclusive criminalmente, pelo comportamento do animal”, afirma Noemia Tucunduva Paranhos, médica veterinária do setor de vigilância epidemiológica do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que também lida com os casos de agressões. De acordo com a veterinária, o dono do cão deve zelar para que ele não apresente riscos para os outros e para a própria pessoa. “Se você tem um animal de porte grande, precisa conhecê-lo e ensiná-lo desde cedo a conviver com pessoas. Atitudes como prender o cão com correntes, deixá-lo isolado no canil ou mesmo fazer brincadeiras agressivas como cabo-de-guerra podem deixá-lo mais violento”, diz a veterinária.

Na hora de passear com o cão, o uso de coleira com guia curta e focinheira é obrigatório para animais das raças Mastim Napolitano, Pit Bull, Rottweiler e American Staffordshire Terrier, segundo a Lei nº 11.531, de novembro de 2003. Quem desrespeitá-la pode arcar com uma multa de 10 UFESPs (cerca de R$160). Mas o uso destes equipamentos não deve limitar-se à legislação. Cães de outras raças, até mesmo pequenos, podem representar ameaças ao convívio. E cabe aos donos identificar estes comportamentos antes que o animal cause problemas.

Confira os sinais de que um cão apresenta comportamento agressivo:

•O cão late e/ou rosna.
•Mostra os dentes.
•Os pelos da nuca e do dorso ficam eriçados.
•As orelhas ficam abaixadas e para trás.
•A postura se torna rígida, os membros mantidos afastados e o dorso encurvado.
Se o seu pet mostra estes sinais, não entre em pânico ou pense em doá-lo ou mesmo abandoná-lo. “A pessoa tem que se comprometer em reverter a situação e prevenir ataques”, diz Noemia. “Hoje existem especialistas em treinamento que garantem que quase todo animal pode ser recuperado. Não é muito simples, mas descartar não é a solução”. Assim, procure um adestrador, e garanta que o animal não ande sem supervisão em público. Cuidados extras devem ser tomados para que ele não escape de casa. Confira se a cerca ou muro apresenta falhas e evite que o pet fique na área da garagem durante a entrada e saída de veículos.

Mesmo quem não tem cachorros deve saber como interagir com eles. Caso você ache que será atacado por um cão, confira o que fazer:

•Fique em pé, imóvel, protegendo a cabeça, o rosto e o pescoço, encobrindo-os com as mãos e braços.
•Nunca olhe diretamente para o animal. Se ele atacar você, continue se protegendo, sem gritar, nem se mover. Tente ficar parado.
•Se você cair, fique em posição fetal, ou seja, de lado com as pernas dobradas e os joelhos encostados ao tórax. A cabeça deve ficar encosta nos joelhos e as mãos protegendo o pescoço.
•Fique imóvel até aparecer ajuda (se você ficar parado, provavelmente o cão não morderá).
Caso o animal ataque, é importante lavar a ferida com água e sabão e procurar um médico. Identificar o dono do animal também é fundamental para garantir que ele não possui raiva. Basta pedir para o dono observá-lo por dez dias, período no qual a doença se manifestaria. “A gente não costuma indicar vacina de raiva para a pessoa mordida caso o animal não apresenta a doença”, diz Noemia
04/02/2011 - 10h26

Ataque de cães gera confusão entre vizinhos em Perdizes, em SP

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VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DE SÃO PAULO
Com insultos e gestos obscenos de lado a lado, uma confusão entre vizinhos em Perdizes (zona oeste de São Paulo) foi parar na delegacia e rendeu processo na Justiça.
Na semana passada, uma matilha de boxers atacou --e matou-- um llasa apso que passeava na coleira com a dona, a assistente do Tribunal de Justiça Sandra Hortal, na rua Dr. Franco da Rocha.
É a quarta agressão nos últimos anos, dizem vizinhos. A dona dos animais, a engenheira Stella Stahl, afirma que eles "não têm índole de briga e são castrados".
Com medo de ataques, moradores tomam direção oposta à da casa dos boxers ao passear com cachorros. E os de pequeno porte agora vão no braço naquela quadra.
Segundo Hortal, o portão da casa estava aberto porque lavavam a calçada. Ao ver o pequeno llasa apso de 4 kg, os três cães atacaram juntos.

Rodrigo Capote/Folhapress
Sandra mostra foto de seu cachorro atacado morto por boxers na região de Perdizes, na zona oeste de SP
Sandra mostra foto de seu cachorro atacado morto por boxers na região de Perdizes, na zona oeste de SP
O bicho morreu estrangulado com fraturas no pescoço, no maxilar e de hemorragia decorrente das mordidas. "Só soltaram meu cachorro quando ele estava morto. Tive de ir ao pronto-socorro tomar calmantes", afirma.
"Foi sem querer, um acidente", diz Stahl. "Os vizinhos não querem me ouvir, não quiseram nem aceitar meu cartão. A postura deles é de briga, vou ter de me defender na Justiça."
"O boxer é um cão dócil por natureza, nunca ouvi falar que matam e atacam. São indicados para crianças", diz Raquel Hama, especialista em comportamento animal.
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 OBS:Pelo geito a cachorrada entrou o ano novo no mesmo estilo...câes e criadores uma dor de cabeça para a sociedade...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Agressão dos cães

Agressão dos cães

Uma das maiores preocupações da população das grandes cidades é a agressão dos cães e a grande pergunta é:
Porque os cães atacam crianças inocentes, pessoas idosas que não representam ameaça?
1. Falta de conhecimento de etologia - nossos conceitos de propriedade mascaram a visão da realidade. Nos consideramos "donos" dos animais chamados domésticos da mesma forma como nos considerávamos donos dos escravos no século passado e da mesmíssima forma como nos consideramos donos das mulheres, dos maridos, dos filhos etc. Os pais podem bater em "seus" filhos. Entretanto se um filho bate no pai ou na mãe é considerado um ato absurdamente criminoso e, um cão morder o próprio dono, é considerado um delito infinitamente maior que um marido bater em "sua" mulher.
Entre os lobos, ancestrais dos cães, o conceito familiar é diferente. Ao atingir a adolescência, um filho pode, perfeitamente, disputar com seu pai a liderança da matilha.
O conceito de corretivo, de punição, de castigo para "dar uma lição", impede que possamos nos aprofundar no conhecimento do comportamento animal.
2. Educação dos filhotes - os humanos, seres inteligentes, passam 80% de suas vidas pensando ex-clusivamente no que não querem. Quando ensinamos alguma coisa a alguém só sabemos ensinar o que não pode. Quando o nosso cão está comportado não faz mais do que a obrigação. Quando ele faz alguma "arte" aí sim, tomamos alguma providência. Assim só damos atenção aos nossos cães quando eles fazem coisas erradas e ralhamos com ele.
Quando dois filhotes até dois adolescentes brincam a brincadeira é de luta: é um zangando com o outro (de mentirinha) o tempo todo. Quando ralhamos com um cão sem estarmos zangados, apenas zangando, ele entende essa atitude como um convite à brincadeira.
Por exemplo: Estamos ocupados trabalhando e não podemos desviar nossa atenção um segundo sequer. Nosso amado filhote nos adora e vem deitar ao lado, comportado. Jamais terá nossa atenção. Aí ele fica meia hora, quarenta minutos, depois se cansa, se levanta e se espreguiça, olha para os lados, olha para nós e continuamos ocupados. Aí ele desiste, olha embaixo da cama e vê um par de chinelos.
Assim que ele pega o chinelo largamos tudo o que era importantíssimo e saímos correndo atrás dele. Pronto! Acabamos de ensinar que, se ele quiser brincar conosco quando estamos ocupados, basta pegar o chinelo. Como ele não chegou a estragar o chinelo, apenas zangamos: ai, ai, ai, não faça isso ouviu? Nesse exato momento damos a ele a certeza que estamos brincando. Utilizamos essa colocação para começarmos a perceber que, sem querer, moldamos o comporta-mento de nossos cães exatamente o oposto do que gostaríamos.
3. Medo - quando escolhemos um cachorro incluímos nossas fantasias e nossas pretensões como itens de seleção, esquecendo que ele irá conviver conosco durante pelo menos 10 anos.Às vezes escolhemos, como se escolhe um bichinho de pelúcia numa loja. Quero comprar um poodle para o aniversário da Lucinha desses bem miudinhos, um microtoy tamanho 00000. Depois ele começa a sujar em casa, cresce e começa a morder, como parte da brincadeira de filhote, com aqueles dentes fininhos a pele delicada da Lucinha. Mamãe corre para socorrer e zanga com o "Fofo" pronto! Já o ensinou a morder a Lucinha para conseguir atenção e a Lucinha, por sua vez já aprendeu que quando o "Fofo" morde, mamãe corre para socorrer. Acabou-se o sossego e aquele filhote, que só seguiu seus instintos, está pron-to para ser doado. Como trata-se de um poodle é fácil doar. E quando a escolha recai num rottweiler?
Outras vezes escolhemos um cão para ser um fiel escudeiro da família. Claro que vamos escolher um cão que meta medo nos assaltantes. Um rottweiler! Só que, quando imaginamos um cão que meta medo num ladrão, do qual temos medo, escolhemos uma raça da qual também nós temos medo. Quando tentamos mexer na comida do filhote ele rosna. Por "respeito" aos direitos do cão de proteger sua comida, deixamos para lá. Por ocasião da sua adolescência haverá, inevitavelmente, uma disputa de liderança como acontece com todas as espécies gregárias de animais. Será estabelecida a pirâmide hierárquica. O cão poderá submeter-se a uma, duas, três, todas ou nenhuma pessoa da matilha. Uma vez fui visitar um dono de rottweiler e, quanto entrei na sala de estar, o Tyson estava no sofá assistindo a novela e o resto da família sentado no chão.
Se o "dono" do cão não tem controle sobre ele, certamente será um filho desobediente. Como irá dar-lhe a educação suficiente para não morder à-toa?
4. Criação - Se alguém decidir criar uma raça nova de pequeno porte, certamente, não vai cruzar um dogue alemão com um fila brasileiro. Se o sonho é uma raça de grande porte não vai cruzar um pinscher com um chihuahua. Da mesma forma se, na sua imaginação, se configura um cão feroz, ele vai escolher para cruzar exemplares de uma ou duas raças que considera bem agressivas. Cruzando sucessivamente cães agressivos o resultado será desastroso. O que o criador tem em mente passa para sua criação. Ao comprar seu mascote você deverá investir algum tempo conversando com o criador para saber o que ele tem em mente.
5. Cuidado com o cão medroso - todos os cães, sem exceção, mordem por medo. Quando temos medo compramos uma arma, se temos muito medo, a colocamos no coldre; se o medo aumentar, sacamos a arma; diante do perigo, atiramos. Ora os cães já nascem com 42 dentes na boca. Seus dentes formam sua ferramenta de trabalho e sua arma. O medo faz parte da estrutura biológica dos animais. É o medo que os conserva vivos diante dos perigos.
A coragem, fator hereditário, proporciona a chance de vencer os medos. Um cão corajoso teme uma menor quantidade de situações e, conseqüentemente tem menos motivos para morder.
É preciso não confundir coragem com agressividade. Um cão agressivo ou é pouco corajoso ou é mal educado.
6. Moda - infelizmente, no Brasil, cães entram em moda. O doberman já teve sua época: ficou marcado como o cão assassino, que morde o próprio dono, que perde a memória após os 3 anos, que a caixa craniana é menor que seu cérebro o qual ficava comprimido causando-lhe dor e, conseqüentemente, seu enfurecimento. O fila brasileiro, infelizmente, já começou mal, com criadores que desejavam que seus cães não pudessem ser tocados sequer por veterinários, só porque eram estranhos. Hoje, tanto o doberman quanto o fila já estão bem socializados. O rottweiler como cão perigoso, muito agressivo, contraindicado para crianças e agora o pitbull, cão de rinha que, quando enfurecido, ataca todo mundo. Felizmente está para entrar em moda o recolhedor do labrador ou, em inglês, Labrador Retriever, cujo conceito geral é de docilidade, meiguice e afabilidade - o "dono" brasileiro de cachorro está mudando.
7. Vergonha de gostar de cães - o cachorreiro brasileiro tem vergonha de dizer que vai comprar um cão porque gosta de cães. Ele sempre tem que justificar porque vai comprar um cachorro no lugar de adotar uma criança pobre: ou para dar de presente para alguém, ou para tomar conta do quintal ou então, porque alguém em casa quer. 70% das raças criadas e compradas no Brasil são as raças de guarda ou de trabalho. Basta pesquisar numa exposição: 70% são cães do 1º, 2º ou 5º grupos. Os outros grupos 3º, 4º, 6º, 7º, 8º, 9º e 10º representam o restante do número de cães inscritos.
8. Ciúme - o humano, principalmente o latino, avalia o tamanho do amor que sente pelo outro, pelo nível do seu sofrimento, quando da sua ausência. Nós sentimos o nosso ego massageado pela incapacidade do ser amado esconder o ciúme. Só que nós estamos acostumados a nos defender dos ata-ques de ciúme, os cães não.
Os animais ditos irracionais expressam seu ciúme através do ato instintivo. Principalmente os cães de guarda: quem não tem ciúme não guarda nada. Quando desejamos evitar o ciúme é ainda pior. Pelo nosso sentimento de justiça, quando temos dois cães, o correto é fazer carinho de mesma intensidade em ambos, ao mesmo tempo. É a melhor forma de arrumar uma briga. Os dois terão ciúme um do outro.
A Administração do Ciúme Canino
Um cão de guarda, tem forte sentimento de ciúme. O ciúme é a maior qualidade que um cão de guarda pode ter.
Numa matilha de lobos, machos e fêmeas convivem na maior harmonia, a exceção é real quando há uma disputa de liderança, momento em que, tanto o líder quanto o desafiante, têm oportunidade de reconhecer a superioridade do adversário e se render. Se nenhum dos dois desistir da luta, esta só terminará com a morte. Os lobos não brigam, porque são livres para retirar-se diante dum confronto indesejável, a não ser pela disputa da liderança.
Os cães, que descendem do lobo, vivem confinados. As baias, dos canis de criação, devem ser individuais, caso contrário, nenhum dos confinados terá a chance de retirar-se diante de um confronto.
Quando naturalmente soltos pelo proprietário um será solto antes do outro, estabelecendo uma preferência.
Toda a primeira briga entre cães, acontece em presença do proprietário, que, certamente, irá apar-tar, mantendo a disputa pela liderança não resolvida e, com isso, a determinação da prevalência dos direitos de um sobre o outro.
Como ninguém deseja arriscar um final desastroso, e com razão, a solução para evitar brigas será jamais agradar dois cães soltos. Se você quiser agradar, deverá manter o outro preso. Para agradar o outro, prenda o que estiver solto, para depois soltar o outro. O mesmo vale para as fêmeas.
Dois irmãos humanos também brigam. Irmãos caninos brigam com dentes. Apesar de tratarmos o nosso cão como um membro da família não conseguimos perceber que a briga entre irmãos, é sempre por ciúme. Um macho jamais brigará com uma fêmea.

A única espécie animal, na qual um macho briga com uma fêmea, é a humana.
Exceção feita às espécies de insetos cujo rito nupcial inclui a morte, sempre do macho. Gostar de cães é jamais provocar seu sentimento de ciúme.
Os Sentimentos de Amor e Afeto

O nosso prazer com a manifestação do ciúme canino é inconsciente e
automaticamente passado para os nossos cães no momento em que voltando para casa e falamos fininho com eles para fazer festa. Imitamos o choro do filhote. Isso deixa os cães nervosos, supondo que você está sofrendo.
Aflitos, choram e até se urinam, tentam lamber-nos com a intenção de aliviar.
Nossa vaidade interpreta essa aflição como sendo a representação do seu sofrimento com a nossa ausência, alimentando com sadismo o nosso ego.
Se você ama seu cão com sentimento puro, jamais coloque em teste seus sentimentos, permitindo que sofra só para você sentir-se amado.
Ao revê-lo, demonstre apenas sua alegria, falando normalmente, como se já tivesse chegado há 10 minutos.
9. Treinamento errado de ataque - o conceito de treinamento de ataque, mesmo entre alguns treina-dores, está mal direcionado: "o cão deverá atacar qualquer pessoa estranha" é preciso ensinar ao cão a estranhar pessoas. Esta é a melhor forma de se preparar um cão para um ataque acidental.
Quando você coloca um filho seu numa academia de artes marciais, certamente não está preten-dendo que ele arrebente a cara de todos os seus colegas e muito menos do professor. O objetivo é ensinar-lhe defesa pessoal. Com os cães devemos seguir a mesma filosofia.
Pretender ensinar um cão a morder é tão absurdo quanto pretender ensinar um pássaro a voar. Um cão já nasce sabendo morder. O que ele não sabe é como o ser humano briga: socos, pontapés, pauladas, facadas, tiros etc. O que uma academia de defesa pessoal para cães deve ensinar são os "catares" humanos, isto é, como defender-se de um chute, de uma paulada, de uma facada, etc.
Outro ponto importante nessa nova filosofia é jamais ensinar um cão a morder irritando-o, atiçando de modo que ataque sob pressão psicológica, ou seja, ficar cego de raiva. Uma boa academia de judô ou caratê procura ensinar os seus alunos a manter a calma em qualquer situação. Um cão de-verá manter a tranqüilidade durante uma luta contra um ser humano para poder solta-lo quando receber este comando.
Um cão estressado, que "perdeu a cabeça", não vai soltar sob comando e muito menos interromper um ataque lançado.
Atualmente, um bom figurante (sparring) deve passar segurança aos seu alunos e ensiná-los, principalmente, quando não morder. O cão deve "atacar" por esporte de defesa, por brincadeira, jamais irritado. Um cão de guarda deve ter tranqüilidade suficiente para poder avaliar se o estranho representa perigo real ou não, utilizando seu instinto natural.
Como é fácil de ser observado, meus amigos, em qualquer situação a responsabilidade total é do ho-mem. Essa responsabilidade é dividida entre os criadores irresponsáveis e proprietários problemáticos, sendo que a tendência será de aumentar a carga do proprietário porque poderemos verificar ainda que, desde a escolha da raça, a escolha do nome (um pitbull jamais se chamaria Kiko e um poodle jamais se chamaria Killer) e a educação do cão pode ou não resultar em cães problemáticos.
Bruno Tausz
Etólogo
Presidente do Conselho de Cinologia da Confederação Brasileira de Cinofilia
Árbitro de Adestramento.
Árbitro de Estrutura e Beleza de Todas as Raças.
Autor dos livros:
"Linguagem das Cores"
"O Rottweiler"
"Adestramento Sem Castigo"
"Dicionário de Cinologia"
 

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Mecânico é atacado pelo pit bull


03/09/09 - 16h29 - Atualizado em 03/09/09 - 18h39


Mecânico é atacado pelo pit bull da família em Pernambuco

Homem foi mordido no rosto e está internado no Recife.
Animal ficará em observação na casa da família.

Um mecânico de 43 anos foi atacado pelo pit bull da família, na noite de quarta-feira (2), em Olinda (PE). O animal vive com a família há mais de dez anos.

Segundo parentes, o cão não teria gostado de brincadeiras feitas pelo rapaz e o atacou.

A vítima levou mordidas no rosto e está internada no Hospital da Restauração, no Recife, após passar por uma cirurgia. O estado de saúde do mecânico é estável.

De acordo com a irmã do mecânico, que não quis se identificar, ele já tinha batido no cachorro algumas vezes.

Cão que atacou o dono ficará em observação na casa da família (Foto: Reprodução/TV Globo Nordeste)


Ataque de cães

A Vigilância Ambiental de Olinda fez uma avaliação do cachorro na manhã desta quinta-feira (3). O animal ficará em observação durante dez dias na casa da família.
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