


Atualizado e Publicado em 26 de março de 2008 às 01:09
Escalado pelo SBT para fazer uma reportagem sobre cães violentos, fiquei surpreso ao descobrir detalhes bizarros do treinamento a que alguns deles são submetidos. Os chamados cães de briga recebem injeções de hormônio para ganhar musculatura.
Pólvora é misturada na comida, para irritar o estômago e deixar o bicho nervoso. Em Nova York as brigas são improvisadas, durante a noite, entre os animais de integrantes de gangues. As apostas podem chegar a 10 mil dólares. O cachorro vencedor não precisa matar o outro, é o dono que decide quando deve desistir da luta.
Assim como no Brasil, muitos acidentes envolvendo cães acontecem nos Estados Unidos. Os dentes acima são de um pitbull. Uma arma e tanto, que já foi usada para matar.
Conversei com uma especialista, Robin Kovary, que fez uma afirmação interessante: segundo ela, os cães são uma expressão do dono. Por isso, ela não acredita na existência de raças malditas, como os doberman ou os pitbull. Na opinião dela, tudo depende do tratamento que os bichos recebem.
Os cães de briga são treinados para atacar a cabeça do adversário, o que explica porque muitos donos cortam as orelhas dos bichos. Pela lei novaiorquina, só quem tem mais de 21 anos de idade pode ter um cão de ataque.
Ainda assim, só pode sair às ruas se o bicho estiver preso à coleira, usando focinheira e se o dono tiver uma apólice de seguros de pelo menos 100 mil dólares para cobrir algum acidente.
Este homem ficou viúvo quando o cão da família, um pitbull, matou a mulher dele, em Ohio. Depois de investigar, a polícia descobriu que o homem havia treinado o cachorro para dar fim na mulher. O marido foi condenado a quinze anos de cadeia, por homicídio.
Publicado originalmente em 2005
http://www.viomundo.com.br/bizarro/o-cao-e-a-cara-do-dono/