Mostrando postagens com marcador raiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador raiva. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

SP tem 10 ataques de cães contra humanos


Por hora....

Levantamento inédito da Secretaria de Estado da Saúde aponta que ocorrem por hora no Estado de São Paulo pelo menos 10 ataques de cães contra humanos. O cálculo leva em conta a média de 85,4 mil ataques anuais notificados pelos serviços de saúde entre 2005 e 2009 por intermédio do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).
Os cães representam 84,4% das agressões de animais contra as pessoas no Estado. Em segundo vêm os gatos, com 8%, seguidos pelos morcegos, com 0,9%, herbívoros domésticos (0,5%) e primatas não-humanos (0,3%).

Do total de agressões registradas, 55% são contra homens. Trinta e quatro por cento dos ferimentos causados pelos cães são considerados profundos. Outros 6% são dilacerantes e 60%, superficiais. Há múltiplos ferimentos em 38% dos casos.

"Se a pessoa for agredida por um cão ou qualquer outro animal, é muito importante que procure um serviço de saúde mesmo se o ferimento não for grave, pois pode haver a necessidade de tomar a vacina contra a raiva", afirma Neide Takaoka, diretora do Instituto Pasteur, órgão da Secretaria.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina contra a raiva humana gratuitamente em postos de saúde e hospitais públicos. A relação dos endereços pode ser conferida pelo site do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria, pelo link http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/imuni/posto_sorod1.htm.

Diferentemente do que ocorria em décadas anteriores, a vacina contra a raiva não é aplicada na barriga. São cinco doses, no braço do paciente. O último caso de raiva humana no Estado de São Paulo foi registrado em 2001.
Publicado por Assessoria de Imprensa em

domingo, 23 de outubro de 2011

Animais silvestres são transmissores da raiva em cachorros e gatos

|
Estimativas da Organização Mundial de Saúde () indicam número de 55 a 70 mil pessoas que morrem de por ano no mundo depois de serem mordidas por animais infectados com a e, cerca de 10 milhões de pessoas são submetidas a profilático anti-rábico (soro e/ou vacina anti-rábica) após exposição a animais com suspeita de raiva. A Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde (SVS) afirma que o tem o compromisso de eliminar a raiva humana transmitida por cães até 2012.
cachorro ataque raiva petrede Animais silvestres são transmissores da raiva em cachorros e gatos
Segundo a SVS houve uma redução nos casos de raiva canina, passando de 83 em 2007 para 36 em 2008, concentrados nas regiões Nordeste (55,5%), Norte (27,8%) e Centro-Oeste (16,7%). Já a raiva silvestre tem se destacado. Em 2008 foram identificados mais de 100 animais com a doença, entre eles, morcegos hematófagos e não hematófagos.
“No Brasil, o cachorro é a principal fonte de infecção para o homem. Depois de mordido por outro animal raivoso, o cão pode levar algumas semanas para desenvolver a doença. Após o aparecimento dos sintomas a evolução é rápida, variando de 1 a 11 dias, o animal morre por convulsões e paralisia”, observa o médico veterinário, Leonardo Brandão, gerente de produto da Merial Saude Animal
A transmissão é feita por meio de lambidas ou mordidas, ou seja, do contato direto da saliva contendo o vírus rábico. Pode ocorrer ainda, por arranhões, pois a salivação intensa dos animais doentes contamina as patas.
“Há duas formas de raiva canina: a furiosa caracteriza-se por inquietação, tendência ao ataque, anorexia pela dificuldade de deglutição e latido bitonal, e a forma muda, com ausência de inquietação e ataque, com tendência a se esconder em locais escuros. Nas áreas rurais, além de cachorros, gatos, morcegos e macacos; bovinos, eqüinos, suínos, caprinos e ovinos também podem ser acometidos pela raiva”, lembra o especialista.
“O compromisso com a do animal de companhia contra esta doença é essencial para garantir a proteção contra fatalidades tanto em animais, quanto em humanos. A consulta periódica a um médico veterinário auxilia na prevenção de outros tipos de doença tão perigosas quanto a raiva”, acrescenta Luiz Luccas, diretor de operações para animais de companhia da Merial e presidente da Comissão para Animais de Companhia (Comac) do SINDAN.

Vininha F. Carvalho

Jornalista, administradora de empresas, economista e ambientalista, atuando como defensora do direito dos animais.
http://www.animalivre.com.br
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Raiva e outras doenças

Cuidado: cachorro louco

Você sabia que agosto é conhecido como o mês do cachorro louco? Dizem que, nesse mês, é comum os cães pegarem uma doença terrível, a raiva, que deixa vários animais, inclusive gatos, cavalos, bois, morcegos e até gente, doidinhos da silva! É verdade que não existe comprovação científica, mas alguns veterinários acreditam que a raiva realmente possa se espalhar mais facilmente nesse período por causa da maior quantidade de cadelas no cio. Na disputa pelo “amor” das cadelas, os cães acabam brigando, aumentando, assim, as chances de transmissão da doença.
Mas não pense que a raiva é transmitida somente nesse mês. Ela pode acontecer em qualquer época do ano. Por isso, os seus animais devem estar sempre com a vacina em dia. Aproveite a campanha de vacinação de cães e gatos, que acontece todo ano. Procure saber quando ela ocorre no seu município. Normalmente é entre os meses de agosto e setembro. A vacina é gratuita, portanto não deixe de levar o seu animalzinho! Para ficar imune à raiva, ele precisa ser vacinado anualmente.

Raiva: uma doença fatal

A raiva é uma doença infecciosa, aguda e mortal, transmitida entre mamíferos, inclusive ao homem, geralmente por mordida, arranhão ou lambida de um animal infectado. Ela é causada por vírus pertencentes à família Rhabdoviridae (do grego rhábdos, “vara”, “bastão”), do gênero Lyssavirus (em grego, Lyssa, “loucura”). Esses vírus estão presentes na saliva dos doentes e podem penetrar no organismo pela mucosa, como a da parte interna da boca, ou pela pele, através de corte ou ferida.
Tanto no homem quanto nos animais, a raiva é fatal em todos os casos – depois que surgem os sinais da doença, não há mais como reverter o quadro e a morte é certa. Daí a importância de vacinar, anualmente, os animais domésticos a partir de 45 dias de vida. A vacinação humana como medida preventiva só é indicada em caso de profissões de alto-risco, como veterinários, porque, além de a vacina ser muito cara, existe o risco de efeitos colaterais.
Phyllis Romijn, médica-veterinária da Coordenação de Vigilância Ambiental em Saúde do Estado do Rio de Janeiro, orienta que as pessoas também “respeitem o espaço dos animais”, ou seja, não se aproximem demais, principalmente, de cães e gatos desconhecidos e mamíferos silvestres, que podem transmitir a doença.
Mas se uma pessoa é mordida ou entra em contato com algum animal suspeito de raiva, ela deve procurar imediatamente um posto de saúde. Dependendo do caso, o médico poderá indicar a aplicação de vacina e anticorpos antirraiva. “Evitar que a doença se instale é a única forma de não ser acometido pela enfermidade”, explica Romjin, que é especialista em raiva. A boa notícia é que não é mais preciso tomar aquela quantidade enorme de injeções na barriga, como acontecia antigamente: “As medidas preventivas já evoluíram bastante”, acrescenta.
Eliminada em alguns países desenvolvidos, a raiva ainda faz vítimas no Brasil. Dados do Ministério da Saúde revelam que o número de casos de raiva humana, no país, tem aumentado nos últimos anos. Em 1980, tinham sido notificados 173 casos e, desde então, o índice vinha caindo, até baixar em 2001 para apenas dez. Em 2005, no entanto, o número subiu para 44.
Atualmente, surtos de raiva na América Latina também tem preocupado autoridades e a população em geral. Somente em Santa Cruz, na Bolívia, foram identificados mais de 500 focos da doença desde o início de 2006.
Há pouco tempo, um menininho boliviano morreu de raiva, depois de ser mordido pelo seu próprio cachorro. Ao invés de observar o comportamento do animal, a família deu o cão. Passado um certo período, ele apresentou os sintomas mais tristes da doença: atacou e mordeu o pescoço de um coleguinha numa brincadeira. O amigo, porém, foi vacinado e se salvou.

Principais transmissores

O cão e o gato são os principais transmissores da raiva para o homem nos ambientes urbanos. Mas todos os mamíferos, inclusive os silvestres, podem contrair a raiva, sendo, portanto, potenciais transmissores da doença.
“Muitas pessoas de áreas rurais brincam ou até mesmo abrigam animais silvestres em sua casa, o que é proibido por lei, sem saber dos riscos que correm de contrair a enfermidade”, alerta a veterinária Romijn. “Na região nordeste do Brasil, tem-se o hábito de adotar saguis como animais domésticos, e já houve vários casos de pessoas que adquiriram a doença desses animais”, completa a especialista. Macacos, micos, gambás, raposas e roedores silvestres são outros exemplos de animais selvagens que podem transmitir a doença.
O morcego vampiro ou hematófago (que se alimenta de sangue) da espécie Desmodus rotundus é também um importante transmissor da raiva, infectando bois, cavalos, morcegos de demais espécies, outros animais e até mesmo pessoas. Romijn explica que desequilíbrios ecológicos provocados pelo homem, com a redução do número de predadores naturais, como cobras, corujas e gaviões, somados ao aumento da disponibilidade de abrigo e alimento, têm levado ao crescimento das populações de morcegos. “A consequência é que tem crescido o número de ataques”, explica.
Mas não vai, agora, achar que os morcegos vampiros são como os dos filmes de terror, procurando a sua próxima vítima humana. Por outro lado, também é verdade que, se você entrar em grutas ou dormir com a janela aberta ou ao ar livre, em locais onde é sabida a existência de muitos morcegos, as chances de você ser atacado aumentam bastante.
Esses mamíferos voadores possuem dentes muito afiados e, na maior parte das vezes, a vítima nem percebe que foi mordida. O corte costuma sangrar por mais de 12 horas porque na saliva deles existe uma substância anticoagulante, que não deixa o ferimento cicatrizar com facilidade.
Caso você seja mordido por um morcego, lave o ferimento com água e sabão e procure imediatamente atendimento médico em um hospital ou posto de saúde. A mesma coisa você deve fazer se for agredido por um mamífero silvestre ou doméstico desconhecido ou que não esteja com as vacinas em dia.
Se o animal estiver com sinais da raiva, ele terá de ser morto por um veterinário e sua cabeça enviada para diagnóstico laboratorial. Se for o seu próprio animal de estimação, será necessário deixá-lo por observação durante dez dias, em local isolado, para ter certeza de que ele não está raivoso. Mas em todo caso, não deixe de ir ao médico. Só ele pode dar as orientações necessárias. Lembre-se: a raiva é fatal!
Para mais esclarecimentos, entre em contato com o Centro de Controle de Zoonoses da sua região.
Fonte: www.invivo.fiocruz.br
Raiva
A raiva é uma doença provocada por vírus caracterizada por sintomatologia nervosa que acomete animais e seres humanos. Transmitida pelo cão, gato, rato, bovino, eqüino, suíno, macaco, morcego e animais silvestres, através da mordedura ou lambedura da mucosa ou pele lesionada por animais raivosos.
Os animais silvestres são reservatório primário para a raiva na maior parte do mundo, mas os animais domésticos de estimação são as principais fontes de transmissão da raiva para os seres humanos.

SINTOMAS NOS ANIMAIS

A raiva pode apresentar vários sinais clínicos, tornando-se difícil diferenciar de outras síndromes nervosas aguda progressivas. Os sinais podem incluir alterações de comportamento, de depressão, demência ou agressão, dilatação da pupila, fotofobia (medo do claro), incordenação muscular, mordidas no ar, salivação excessiva, dificuldade para engolir devido a paralisia da mandíbula, déficit múltiplos de nervos cranianos, ataxia e peresia dos membros posteriores progredindo para paralisia.
Neste estágio o animal pára de comer e beber. O estágio paralítico pode durar de um a dois dias, seguido de morte por parada respiratória. O período de incubação, à partir da mordida até o início dos sinais clínicos, é variável podendo ser de duas semanas a seis meses. Mas a partir do momento que sejam vistos os sinais neurológicos, a doença é rapidamente progressiva, com a morte acorrendo dentro de sete dias, na maioria dos animais.
Mordidas na face, cabeça e pescoço resultam em períodos de incubação mais curto.

SINTOMAS NOS HUMANOS

O homem recebe o vírus da raiva através do contato com a saliva do animal enfermo. Isto quer dizer que, para ser inoculado, não precisa necessariamente ser mordido - basta que um corte, ferida, arranhão profundo ou queimadura em sua pele entrem em contato com a saliva do raivoso.
Independente da forma de penetração o vírus dirige-se sempre para o sistema nervoso central. O tempo de incubação, porém, varia com a natureza do vírus, o local da inoculação e a quantidade inoculada. se o ponto de contágio tiver sido a cabeça, o pescoço ou os membros superiores, o período de incubação será mais breve, porque o vírus atingiráa região predileta com maior rigidez. A partir daí, o vírus migra para os tecidos, mas sobretudo para as glândulas salivares, de onde é excretado juntamente com a saliva.
Tanto no homem como nos animais, quando os sintomas da moléstia se manifestam já não há mais cura possível - a morte é certa. Assim, todo tratamento tem que ser feito durante o período de incubação, quando o paciente não apresenta sintomas e não manifesta queixas.
No homem, o primeiro sintoma é uma febre pouco intensa (38 graus centígrados) acompanhada de dor de cabeça e depressão nervosa. Em seguida, a temperatura torna-se mais elevada, atingindo 40 a 42 graus. Logo a vítima começa a ficar inquieta e agitada, sofre espasmos dolorosos na laringe e faringe e passa a respirar e engolir com dificuldade. Os espasmos estendem-se depois aos músculos do tronco e das extremidades dos membros, de forma intermitente e acompanhados de tremores generalizados, taquicardia, parada de respiração.
Qualquer tipo de excitação pode provocá-los (luminosa, sonora, aérea, etc.). O homem, ao contrário do cão, torna-se hidrófobo (sofre espasmos violentos quando vê ou tenta beber água). Freqüentemente experimenta ataques de terror e depressão nervosa, apresentando tendência à vociferação,à gritaria e à agressividade, com acessos de fúria, alucinações visuais e auditivas, baba e delírio.
Esse período de extrema axcitação dura cerca de três dias, vindo a seguir a fase de paralisia, mais rápida e menos comum nos homens do que nos animais. É então que se nota paralisia flácida da face, da língua, dos músculos da deglutição, dos oculares e das extremidades dos membros. Mais tarde, a condição pode atingir todo o corpo.
Às vezes, a moléstia pode manifestar evolução diferente: surge com a paralisia progressiva das extremidades e logo se generaliza. Mas, seja qual for o tipo, a raiva sempre apresenta uma evolução fatal para o paciente.

PROFILAXIA

O controle e profilaxia visa vacinar os animais de estimação a partir de 3 meses de idade e depois anualmente; capturar cães de rua; controlar os transmissores (morcegos), evitando, porém, contato direto com o mesmo.
Caso seja detectada a presença de morcegos em alguma região deve-se: procurar iluminar áreas externas nas residências; colocar telas nos vãos, janelas e buracos e fechar ou vedar porões, pisos falsos e cômodos pouco utilizados que permitam o alojamento de colônias.
O animal com suspeita de raiva deve ser isolado e ficar em observação ou sofrer eutanásia para ser realizado um exame do cérebro e tronco cerebral em busca do vírus.
Se houve exposição humana ou animal de um outro animal com sintomas clínicos sugestivos de raiva, deverá ocorrer inoculação em camundongos para verificar a presença do vírus, isto quando o exame cerebral der negativo.

COMO TRATAR UM CÃO OU GATO QUE MORDEU UM SER HUMANO?

Esses animais (cães e gatos) que morderam seres humanos e apresentaram sintomatologia nervosa devem sofrer eutanásia e seus cérebros examinados para verificar a presença do vírus da raiva.
Já cães e gatos sadios de dono conhecido, devem ser confinados por dez dias de observação após a mordida, em busca de sintomas de raiva (para verificar se a pessoa foi exposta à raiva). Caso o resultadodê positivo com a presença do vírus da raiva, deverá ser iniciada a imunização o mais rápido possível, pois não há período de espera seguro.

E QUANTO A CÃO E GATO EXPOSTOS À; RAIVA, O QUE FAZER?

Caso este cão e gato estejam atualmente imunizados (tomaram vacina contra a raiva) e foram mordidos por um animal comprovadamente raivoso ou mordidos por animais silvestres numa área onde há casos de raiva, devem ser revacinados e observados durante 90 dias.
Entretanto os animais não vacinados devem sofrer eutanásia ou se o dono não quiser devem ficar confinados a um estrito isolamento durante 6 meses, no quinto mês este cão deve ser vacinado,e se estiver sadio no final do sexto mês poderá voltar ao seu dono.
Fonte: www.zoonoses.agrarias.vfpr.br

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/raiva/raiva-2.php

sábado, 13 de novembro de 2010

Raiva humana faz segunda vítima no Brasil

Alexandre Belém - Adolescente pernambucano foi o primeiro brasileiro que conseguiu se curar da raiva humana; o jovem contraiu o vírus após ser mordido por um morcego; ele ficou com sequelas neurológicas - Foto: 02.02.2009/JC Imagem/AE
Alexandre Belém - Adolescente pernambucano foi o primeiro brasileiro que conseguiu se curar da raiva humana; o jovem contraiu o vírus após ser mordido por um morcego; ele ficou com sequelas neurológicas - Foto: 02.02.2009/JC Imagem/AE
Homem pegou doença praticamente letal após mordida de cadela
Chaval/Ceará – O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (08) o segundo caso de raiva em humanos no Brasil em 2010 (O primeiro caso do ano foi registrado em junho, no Rio Grande do Norte, após a morte de um homem depois de uma mordida de morcego).  A doença é considerada praticamente letal, com apenas três casos no mundo de pessoas que sobreviveram após serem infectadas pelo vírus.
O homem, de 26 anos de idade, mora em Chaval, no Ceará. Ele contraiu a doença quando foi mordido em maio deste ano por uma cadela criada em casa. O animal nunca havia sido vacinado contra a raiva. Ele foi internado no último dia 1º deste mês no hospital São José, em Fortaleza, com quadro de febre, agitação, excesso de saliva e aerofobia (medo de estar ao ar livre ou exposto a correntes de ar). O diagnóstico de raiva foi confirmado por exames laboratoriais. “De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, o paciente está em estado grave”.
Segundo o Ministério da Saúde, o paciente deve ser tratado com o uso do Protocolo de Tratamento de Raiva Humana, o mesmo aplicado em 2008 em um paciente de Floresta (PE), que se tornou o terceiro caso no mundo a sobreviver (há registros também nos Estados Unidos e na Colômbia).
A raiva é uma doença viral transmitida ao homem quando um animal infectado o morde, lambe ou arranha. Os principais transmissores são cães, gatos, saguis e morcegos, diz o ministério.
“Como não é possível imunizar animais que vivem na natureza, a campanha de vacinação de cães e gatos é a principal forma de prevenir os casos da doença em humanos, que tem letalidade próxima de 100%”.
A orientação é: com a primeira suspeita de que um animal está com raiva, é preciso isolá-lo e chamar ajuda especializada, como a de técnicos do centro de controle de zoonoses local ou a de um veterinário da secretária municipal de saúde;
Em caso de mordida, deve-se lavar imediatamente a ferida com água e sabão e procurar um profissional de saúde para que ele decida o tratamento a ser seguido, com o uso de vacina ou soro.
O ministério diz que, em caso de ataque por cães ou gatos, os animais devem ficar confinados por até dez dias, para observação dos sintomas; se o animal morrer, a indicação é que o centro de zoonoses seja avisado com urgência. (R7 com adaptações)
http://routenews.com.br/index/?cat=15&paged=2

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Guillermo Vargas Habacuc: crueldade contra animais

Guillermo Vargas Habacuc: crueldade contra animais

Guillermo Vargas Habacuc, um monstro!
No ano de 2007, Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, pegou um cão abandonado na rua prendeu-o em uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e deixou o pobre animal ali para que morresse lentamente de fome e sede:

O cárcere - Guilherme Vargas
Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade assim como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassíveis a agonia do pobre animal:
A tortura - Guillermo Vargas
Até que finalmente o pobre animal morreu de inanição, certamente após ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensível calvário:
A morte - Guillermo Vargas
Acha isso crueldade?
Isso não é tudo: A prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incomprensivelmente , que o ato que acabava de cometer este sujeito era ‘ARTE’, e deste modo tão incompreensível, Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir sua cruel ação na dita Bienal em 2008.
VAMOS IMPEDIR ESSE ” ARTISTA”?
Para todos que, como nós, ficaram revoltados com isso é possível assinar um abaixo assinado online.
Assinem agora, não deixem para depois!
É muito fácil, não demora nem 10 segundos. Dedique esse tempo para salvar outro animal inocente, para que não sofra uma outra crueldade de um sádico e repugnante ser humano….
Comentário:
Fazia muito tempo que uma notícia não me deixava tão mal, no sentido absoluto do termo! Não me conformo com o fato de ninguém (disse NINGUÉM), visitantes, fotógrafos, organizadores da bienal, ninguém fez nada! Assistiram impassíveis o sofrimento do pobre animal sem que isso tocasse seus corações !?! Se o tal ‘artista’ tem este gosto ‘artístico’ pelo sofrimento e morte, poderia ele ter SE atado uma coleira e definhado no lugar do animalzinho, assim poderia ser considerado um ‘mártir da arte’, né? :(
O que são estas pessoas? Máquinas! Acho que até um robô teria mais sensibilidade, lembro-me sempre do homem de lata do Mágico de Oz (ele desejava ter um coração), comparando-o a estas bestas-feras que assistiram ao horrendo espetáculo (estas, que possuem coração e não usam), prefiro o primeiro.
O que me fez mais infeliz foi minha impotência diante do acontecido, não poder fazer nada, sabendo que outros puderam e não fizeram….Zeus, isso dói!
Pergunto: onde estava o tão propalado e justo ‘Deus’ que não impediu essa atrocidade? Hein? Se eu fosse Deus, teria feito algo, por certo, não guardaria meu ‘ONITUDO’ na gaveta, arregaçaria as mangas e mandaria um raio fulminar todos eles IMEDIATAMENTE.
Acho que as imagens falam por sí, triste retrato do quão feio está este mundo (a realidade é dura, mas não podemos fechar os olhos a ela) e as pessoas que nele habitam.
Retirei o presente do site da Du, que, de antemão, agradeço antecipadamente por ter a ter postado de forma tão incisiva. Talvez a petição on-line não surta efeito algum, mas é melhor do que não fazer nada. Abaixo segue a foto daquele que demonstrou sua bestialidade com o gesto tão repugnante!

http://palavrassemsentido.wordpress.com/2008/04/03/guillermo-vargas-habacuc-crueldade-contra-animais/
 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

TODO CACHORRO BRAVO É IGUAL?

Enquanto o resultado final pode ser o mesmo (uma tremenda mordida em quem se atrever a estar por perto), a agressividade em cachorros tem origens bastante diferentes. Na verdade a agressão nem sempre é demonstrada na forma de mordida. O cachorro pode demonstrar comportamento agressivo através da postura do corpo, rosnados e latidos entre outros. Além disso, a agressão pode ser ofensiva ou defensiva.

Embora nós humanos tenhamos o costume de classificar o comportamento agressivo dos cães como simples e pura maldade, a agressão em sí não está relacionada com nenhum sentimento de raiva nestes animais. Cães mordem, atacam, ou ameaçam outros seres para defender seu território, sua posição hierárquica, sua comida, para garantir suas chances de cruzar com uma fêmea e perpetuar a espécie, por medo, para proteger os filhotes ou para caçar. A escolha cuidadosa do filhote, a socialização, e o treinamento de obediência básica são as melhores ferramentas para se evitar este tipo de problema. A forma mais comum de agressão de cães domésticos contra seus donos é justamente por dominância.

Dominância, que na maioria das vezes, é desenvolvida sorrateiramente, sem que os donos percebam os erros que estão cometendo e os riscos que estão correndo. Para entendermos melhor os principais tipos de agressão em cachorros vamos pedir ao Rex que nos dê alguns exemplos práticos.

Agressão por Dominância

Cachorros são animais sociais e nenhum deles, inclusive Rex, esperam igualdade. Para Rex o importante é saber qual é a posição hierárquica de cada um da família em relação aos outros, e a própria posição dele. Se Rex perceber que ninguém exerce a liderança do grupo, ou exerce sem firmeza e consistência, ele (Rex) terá o maior prazer em ocupar esta posição. Se, ao contrário, Rex entender desde cedo que todos os membros da família humana dele são mais importantes hierarquicamente que ele, nosso amigo peludo ficará mais do que feliz.

A liderança da matilha não é trabalho fácil para um cachorro. Sendo o líder, Rex não pode descansar um minuto. Ele será o responsável pela guarda e proteção de todos os membros do grupo. Será responsável por vigiar o território e, o mais importante, será responsável por manter todos os membros do grupo (você e a sua família) em seus devidos lugares. Ele não irá aceitar desafios e insubordinação (tais como acordá-lo da sonequinha, tirá-lo, ou simplesmmente sugerir, que ele saia de onde estiver, chegar perto da pessoa preferida dele, passar perto da comida ou da cama dele mesmo que ele não esteja lá, ou simplesmente ficar de pé ao lado dele e encará-lo nos olhos) sem que haja consequências. Algumas vezes Graves Consequências!!!

A maioria dos casos de agressão por dominância ocorre em machos, e aparece pela primeira vez entre dois e dois anos e meio de idade. Algumas raças e alguns cachorros possuem a predisposição genética para a dominância. São aqueles que, desde muito pequenininhos, resolvem botar os dentinhos de fora. Se corrigidos a tempo e propriamente, estes cachorros desistem de ser o líder, mas vez por outra podem tentar medir forças novamente com você.

Existem cachorros que são mentalmente dominantes e fisicamente submissos. É o caso de Bingo, um cachorrinho Toy, primo de Rex. Bingo adora ser acariciado, escovado, carregado no colo....mas só quando ele quer! Qualquer pessoa errada, ou no momento errado e ZAP! É dente pra todo lado. Além disso Bingo sabe como virar de barriga para cima, se encolher todinho ou começar a ganir como um louco para ninguém ameaçá-lo de punição. Se alguém segurá-lo firme e de forma autoritária, ele fica quietinho e treme todo, mas assim que o incauto e abusado afrouxar um pouquinho....ZAP, ZAP, ZAP (ha ha ha ha), mais um monte de mordidas!!!!!

Agressão por dominância é coisa séria e deve ser tratada o mais cedo possível. Treinamento de obediência básica costuma prevenir este tipo de problema, já que cachorro e dono estarão se comunicando e reforçando a liderança do dono. Uma vez que o problema já exista, o melhor é procurar ajuda profissional para fazer o seu cachorro desistir da posição de líder e aprender a apreciar a vida mansa de um membro inferior na hierarquia do grupo.

Agressão por Possessividade e Competitividade

Este é o tipo de agressividade mais comum entre cachorros do mesmo sexo e mesmo tamanho físco, que moram na mesma casa. Também é, normalmente, o tipo que ocorre nos cachorros com relação às crianças da família. Diferente da agressão por dominância, este é tipicamente um assunto entre "irmãos".

Quando Rex tinha dois anos, seus donos resolveram que seria uma boa idéia comprar outro cachorrinho para lhe fazer companhia. Foi então que Roover entrou na vida dele. No início Rex achou que aquela bolinha de pelos não passava de uma peste, mas com o tempo, Rex redescobriu os prazeres das brincadeiras dos filhotes. Todos felizes e vivendo harmoniozamente, até que um dia.....

Quando Rex tinha aproximadamente 4 anos e Roover 2, mal podiam ficar perto um do outro. A cada minuto era uma nova briga e a cada dia mais violenta.

Os donos de Rex e Roover não sabiam o que fazer. Rex que sempre fora um cachorro manso estava insuportável, e o pobre Roover, quase sempre levava a pior. Todos corriam para separar a briga e tentar proteger Roover.

*

"Dá um brinquedinho para o Roover, coitadinho".
*

"Faz um carinho no Roover, o pobrezinho:.
*

"Rex é muito feio! Rex mau, mau, mau, mau!!!!"

Mesmo sem saber, os donos de Rex e Roover estavam fazendo tudo errado. Na verdade eles estavam fomentando ainda mais as brigas entre os cachorros. O que ocorre é que Rex sempre fora hierarquicamente superior a Roover e por isso eles não tinham problemas. Quando Roover ingressou na idade adulta, idéias começaram a rondar a sua cabeça e uma vozinha lá do fundo dizia: "Vai, pega o posto do Rex, você pode! Vê, meus donos sempre me dão atenção primeiro, sempre me dão comida primeiro, os brinquedos melhores.... O Rex já era! Sem dúvida nenhuma meus donos querem que eu ocupe uma posição mais elevada. Agora é só mostrar ao Rex quem é que manda!"

Enquanto isso, do outro lado do jardim, Rex confabulava: "Quem esse fedelho do Roover pensa que é? Só porque ele está meio crescidinho acha que vai me derrubar? Eu sou o mais importante, sempre fui! Afinal, quem é que dorme mais perto dos donos? Quem passa primeiro pela porta quando vamos sair?

Quem é o primeiro a ser escovado? EU! EU! EU! Eu mostro a esse pirralho com quantas dentadas se morde uma orelha!"

Já desesperados, Os donos de Rex e Roover resolveram procurar um profissional que explicou o que estava acontecendo e como corrigir o problema.

Quando eles entenderam que para acabar com as brigas o melhor seria reforçar a posição mais elevada de Rex, tudo ficou resolvido e a paz voltou a reinar. Às vezes, para acabar com as brigas em definitivo, é preciso "passar" a posição mais elevada entre os cães para o cão mais jovem, pois ele é o que possui o perfil mais dominante.

O mesmo cuidado deve ser tomado em relação a cachorros e crianças, especialmente quando moram na mesma casa. Para os cães as crianças são como irmãos, com quem precisam disputar uma posição. É muito importante que os adultos reforcem a posição das crianças como superiores (crianças são SEMPRE superiores) e nunca deixem sem supervisão crianças abaixo de 6 anos de idade junto de cachorros. Vale lembrar também, que é muito importante as crianças aprenderem desde cedo como tratar um cachorro com gentileza e respeito.

Agressão por Medo-> Ao contrário da agressão por dominância, o cachorro morde e ataca por medo e submissão excessiva. É um tipo de agressão comum em cachorros que foram pouco socializados quando pequenos e que estranham tudo o que é novo. Também acontece com frequenência em cachorros que são maltratados ou que sofreram algum tipo de trauma.

Rex tinha um amigo que morava na mesma rua, o nome dele era Pincel. Embora Rex nunca tenha visto Pincel virando nehuma lata, diziam que ele era um belíssimo vira-lata. Pincel tinha uma vida livre e sempre ficava solto pela rua, passeando, cheirando os postes e visitando os cães da vizinhança. Pincel era muito manso e nunca se meteu em encrencas. Um belo dia, quando Pincel foi correndo ver quem era a nova cachorrinha que passeava do outro lado da rua...PAU, CRASH, BUM, TUMB! Pincel foi atropelado!

Graças ao pronto atendimento dos vizinhos que o levaram correndo para o veterinário, Pincel sobreviveu, mas nunca mais foi o mesmo. Não, ele não ficou com nenhuma sequela física do acidente. Simplesmente Pincel tomou horror de carros e pessoas (afinal aquela gente que o carregou pela rua abaixo causou um bocado de dor). Acabaram-se os dias livres para Pincel. Desde o acidente ele não pode mais sair à rua, pois se alguém chegar perto dele, ou se passar um carro, Pincel fica aterrorizado e morde tudo o que estiver por perto.

Nem sempre as causas são tão trágicas, (Rex já ouviu falar que no apartamento 604 tem um Yorkshire que não pode ver vassoura que morde todo mundo! E o Cocker do 901?! Quando ouve um trovão se mete debaixo da cama e se alguém tentar tirá-lo de lá...Salve-se quem puder!), mas o motivo da agressão é sempre o mesmo. Estes cachorros estão com medo e estão tentando se defender.

Mais uma vez o melhor é prevenir expondo seu filhote a diferentes ambientes, pessoas, sons, equipamentos, e sempre tornar essas experiências prazeirosas.

Quando o cachorro já apresenta sinais de agressividade por medo, o melhor é procurar um profissional para identificar a fonte, ou fontes exatas do medo e estabelecer um cuidadoso programa de dessensibilização, caso contrário o problema pode se tornar ainda pior.

Nunca conforte um cachorro com medo. Além de você estar se arriscando a levar uma mordida, vai estar recompensando o medo e, portanto, incentivando o cachorro a se portar desta maneira.

Agressão por Proteção Territorial ou Maternal

A agressão territorial é geralmente apreciada pelos donos e muitas vezes estimulada. Embora seja uma ferramenta valiosa para a guarda de nossas residências e propriedades, a agressão territorial pode estar associada com dominância ou medo e pode se tornar um perigo se estiver fora de controle. Pirata, outro amigo de Rex, é um Pastor Belga que pelas próprias características genéticas da raça sempre foi um bom cão de guarda. Ninguém estranho podia passar perto da casa e Pirata logo dava o alarme. Aos poucos Pirata foi ampliando o que ele considerava como "sua" propriedade. Entre outras coisas, a dona dele passou a ser uma preciosidade a ser defendida, principalmente daquele arrogante chamado MARIDO!

Um dia chegou na casa uma Mercedes preta, novinha, e Pirata se apaixonou pelo carro. Ningúem, mas ninguém, podia se atrever a tocar no carro! Foi então que o MARIDO disse: "Ah não! o Carro NÃO!" e Pirata foi transferido para "outra vizinhança" (essa expressão causa arrepios em Rex). A proteção territorial pode ser de pessoas, lugares da casa, brinquedos, panos, ou literalmente qualquer coisa. Embora seja mais comum em certas raças (Pastores, Rottweilers, Terriers), a agressão por proteção territorial não é exclusiva de raças, sexo ou tamanho dos cachorros.

Já que a maioria das pessoas que possuem cachorros desejam algum tipo de proteção, é aconselhavel que se faça um curso de treinamento básico de obediência para que se possa ter controle da situação e ensinar ao cachorro a manter-se calmo quando os donos estão em casa, por exemplo.

Por incrível que pareça, a agressão por proteção maternal é mais comum em fêmeas que não possuem filhotes do que nas que acabaram de parir. Este tipo de agressão está relacionada com um hormônio que precede o cio, chamado progesterona. Sua produção se estende por dois meses na cadelas que não foram fecundadas e, para as que tiveram filhotes, por mais dois meses após o parto. Algumas fêmeas chegam a apresentar todos os sinais de uma falsa gravidez e tomam certos objetos como se fossem seus filhotes, defendendo-os como loucas.

Felizmente este tipo de agressividade é passageiro!

Agressão entre Machos

Este tipo específico de agressão é muito raro ocorrer entre fêmeas. A sua origem parece estar ligada à necessidade de se eliminar a concorrência e assim garantir a propagação das características genéticas do indivíduo. São os típicos machões (por que sempre os machos, não é mesmo?). Este é praticamente o único caso em que a castração parece resolver o problema.

Procuramos Rex para esta entrevista, mas ele se negou a comentar o assunto (alegou conflito de interesses)!

Agressão Predatória

Esse tipo de agressão é raro em cães domésticos e é dirigida contra outras espécies, tais como gatos, ovelhas, coelhos, etc. Muito raramente a agressão predatória vai ocorrer se o cachorro for socializado com o outro animal. Assim, dificilmente um cachorro que foi criado com um gatinho tentará matá-lo. Inclusive, este é o grande problema deste tipo de agressão. Ela significa MATAR. Algumas raças de caça são desenvolvidas com um alto grau de agressão predatória. Este é o caso, por exemplo, dos Jack Russell Terriers, uma raça que nunca se recomenda deixar sozinha com hamsters, gatos, ou qualquer outro pequeno animal. Rex nos disse que até hoje o Bife tem se comportado bem, embora ela já o tenha visto babando quando o gato do vizinho os convidou para o jantar.

Agressão por Aprendizado

Este é o caso de cachorros que são treinados para serem agressivos. Quando treinados propriamente e humanamente, estes cachorros são exemplares. Tais como cães da polícia, eles podem ser afagados por crianças e andar no meio de uma multidão sem demonstrar o menor sinal de nervosismo, mas no segundo seguinte, sob comando, são capazes de atacar e imobilizar um ladrão com a precisão de uma arma de fogo. Treinar cachorros para ataque sem que todos os aspectos de socialização, genética, e controle sejam observados é pior do que fazer uma roleta-russa. Nem todo cachorro tem o perfil necessário para ser treinado para ataque. Tanto o cão quanto o dono têm que ser equilibrados, tranquilos, sociais, inteligentes e controlados. Infelizmente nem todos têm essas características e os cachorros são abusados, maltratados e surrados para se tornarem mais agressivos. O resultado é o que a gente vê nos jornais, vez por outra, de cães que atacam o próprio dono, crianças ou pessoas que estão passando pela rua, algumas vezes resultando em morte. Ou então cachorros que são estimulados pelos donos para atacar outros cachorros ou participar de rinhas.

Segundo Rex, ele não se relaciona com este tipo de cães. Disse que não é medo, mas questão de princípios. Sei!

Agressão por Causa Desconhecida

Ainda que raros, existem casos em que cachorros se voltam contra os donos ou pessoas que eles conhecem, sem que haja nenhum motivo aparente. Quase que de uma hora para outra, estes bichinhos, sempre calmos, educados e obedientes, tornam-se perigosíssimos, rosnando, mordendo ou tentando atacar qualquer um que esteja por perto, para, no minuto seguinte, voltar ao normal.

São casos que não estão relacionados com dominância, medo, proteção, doenças ou nenhuma outra causa conhecida. A origem deste tipo de agressão parece estar profundamente ligado a genética. Algumas raças já foram diagnosticadas com esse problema que é conhecida como "Sindrome da Avalance de Ódio". É o caso de Cães do Pirineu, do Bernese, São Bernardos, Rottweilers, Dobemans, Pastores Alemães e mais frequentemente em Cockers Spaniels Ingleses de cor loira. Isso não quer dizer que todos os cães destas raças tenham problemas. Muito pelo contrário, estes são casos raros. No entanto, deve-se ter muito cuidado e procurar saber como é o temperamento dos pais antes de comprar um filhotinho de qualquer raça.

Não existe uma cura para este tipo de agressividade. Nos casos em que os ataques são frequentes e representam perigo para as pessoas, a única solução humana é a eutanasia. Manter o cachorro preso, isolado, ou acorrentado o tempo todo é muito mais cruel.