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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Enfermeira que agrediu cão diz à polícia

Que está arrependida

Em depoimento à polícia, a enfermeira filmada agredindo um cachorro da raça Yorkshire em Formosa, cidade goiana no Entorno do Distrito Federal, afirmou estar profundamente arrependida pela morte do animal. As informações são do seu advogado, Gilson Saad. 
As agressões ganharam grande repercussão após terem sido filmadas por um vizinho, que colocou o vídeo no Youtube. Nas imagens, a mulher aparece chutando e arremessando o cão contra a parede, na frente do filho. O animal acabou não resistindo e morreu.
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa de R$ 3 mil à enfermeira. A punição é baseada no artigo 32 da Lei 9.605, de 1998, e no artigo 29 do Decreto 6514 de 2008, que regulam crimes ambientais. Segundo o órgão, a multa independe das investigações. A mulher tem 20 dias para apresentar defesa. 
O advogado afirmou que a enfermeira agrediu o cão porque ele havia bagunçado a casa enquanto ela, o marido e a filha estavam em um restaurante. 
Saad acrescentou ainda que sua cliente sempre conviveu com animais de estimação e nunca havia cometido este tipo de agressão
O depoimento durou quase uma hora e meia. A mulher negou que maltratasse o animal com frequência. Contudo, vizinhos já haviam relatado que as agressões eram constantes. Durante o depoimento, cerca de dez pessoas chegaram a cercar a delegacia, mas nenhum incidente foi registrado.
Não está descartada a possibilidade de a enfermeira acionar legalmente  os vizinhos que hospedaram o homem que fez as filmagens, por invasão de privacidade, acrescentou o advogado.
Homem depõe
O homem que filmou uma enfermeira de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, espancando até a morte um cachorro da raça Yorkshire, começou a prestar depoimento na manhã desta segunda-feira, em Barra do Garças (MT), onde mora. Claudemir Rodrigues Maciel foi convocado a depor por carta precatória, a pedido da delegacia de Formosa. 
Claudemir afirmou que começou a filmar as agressões ao ser acordado pelos latidos do cachorro. Ele passava o fim de semana no apartamento da madrinha da filha, que é vizinha da enfermeira. Ele admitiu que já tinha conhecimento das agressões da enfermeira ao animal e, por isso, decidiu gravar a cena.
Claudemir gravou tudo da área de serviço, que dá vista para a o apartamento da enfermeira, que fica um andar abaixo. De acordo com Claudemir, ele ainda filmou o cão vivo no dia seguinte. O animal estava molhado, na área de serviço.
A expectativa é de que a enfermeira preste depoimento ainda nesta semana. O delegado disse que negocia com a defesa da mulher uma data para ela depor.
A enfermeira chegou a afirmar que havia cometido a agressão porque estava num "mau dia", minimizando o ocorrido.
O vídeo, publicado no Youtube, teve grande repercussão nas redes sociais.



Enviado por em 14/12/2011
Não dá para acreditar que uma enfermeira, esposa de um médico, pessoa supostamente esclarecida, tenha matado seu cachorro yorkshire de tanto espancá-lo.
Agressão cometida na presença de seu filho de aproximandamente 3 anos de idade, na cidade de Formosa-GO.




sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mulheres resgatam cão que era vítima de maus-tratos em Campinas (SP)

31 de agosto de 2009

Grupo resgatou cachorro no bairro Jd. Campos Elíseos que  havia
sido esfaqueado e com suspeita de ter sofrido abuso sexual
 Grupo retirou cachorro da casa após denúncia de maus-tratos  Fotos: Carlos Bassan/AAN
Grupo retirou cachorro da casa após denúncia de maus-tratos Fotos: Carlos Bassan/AAN
Um grupo formado por quatro mulheres resgatou na manhã deste domingo (30) um cão mestiço que ficava preso em um terreno particular, no Jardim Campos Elíseos, em Campinas. A suspeita é de que o animal era vítima de maus-tratos. Vizinhos teriam denunciado de que ele havia sido esfaqueado. O tutor do animal, o funileiro Wilson da Silva, 49 anos, e o dono do terreno que é ex-sogro de Silva, o aposentado Laércio Bonifácio, 72 anos, negaram quaisquer acusações de maus tratos.
Segundo o aposentado, há cerca de um mês ele chegou no terreno e encontrou o cachorro já machucado. ‘No início achei que ele tinha sido atropelado, mas dois dias depois me disseram que ele tinha sido esfaqueado. Não sei quem foi. Pode ter sido alguém que pulou o muro ou quando ele saiu na rua. Muita gente pula o muro e entra aí’, afirmou.

Marcas das facadas que animal levou  Fotos: Carlos Bassan/AAN
Marcas das facadas que animal levou Fotos: Carlos Bassan/AAN
O caso foi parar na delegacia. A publicitária Cassiana Paschoarelli, 36 anos, registrou ocorrência no sábado (29) relatando as denúncias de vizinhos do cão que o encontraram todo machucado e o levaram ao veterinário. Segundo o relato à polícia, o veterinário teria atestado que o cachorro havia sido esfaqueado e que possuía lesões anais provavelmente provocadas por relações sexuais.
‘Vim aqui buscar os filhotes da cadela que havia dado cria e vi o estado do cachorro. Ele não conseguia levantar. Fiquei indignada, foi quando comecei a procurar alguém para me ajudar’, contou a cabeleireira Daniela Soares, 43 anos. ‘Está claro que ele sofreu de maus tratos, ele foi esfaqueado’, disse a voluntária Valdiza Fernandes, 64 anos, também integrante do grupo. Hoje (30) o cachorro estava magro e apresentava os sinais das lesões provocadas pelas facadas.
Segundo o grupo, ele será examinado por uma nova veterinária que irá produzir laudo sobre o estado de saúde do animal e se de fato ele sofreu de maus tratos. O animal deve ser levado para uma chácara em Estiva Gerbi.
Segundo o relato à polícia, o veterinário teria atestado que o cachorro havia sido esfaqueado e que possuía lesões anais provavelmente provocadas por relações sexuais Foto: Carlos Bassan/AAN
Segundo o relato à polícia, o veterinário teria atestado que o cachorro havia sido esfaqueado e que possuía lesões anais provavelmente provocadas por relações sexuais Foto: Carlos Bassan/AAN
O aposentado afirmou que o cachorro sempre foi bem tratado e que não sabia dos supostos abusos contra o animal. ‘Não sei porque tudo isso. Ele é bem tratado e já sarou das facadas. Não vai andar mais como andava, mas já está curado. Não tem explicação acusar os outros de uma coisa que não fiz’, afirmou.
O caso foi registrado no plantão do 4º Distrito Policial (DP) e deverá ser encaminhado para o 2º DP. Segundo o delegado Cristiano France Favaro, caso seja comprovado condição de maus tratos, o autor, se identificado pode ser indiciado por crime de prática de abusos contra animais. O crime está previsto no artigo 38 da lei 9.605/98, que diz que ‘a prática de ato de abuso, maus tratos, feri ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos’ é passível de pena de três meses a um ano de detenção. ‘Nesses casos geralmente é aplicada uma pena alternativa, além da perda do animal’, explicou o delegado.
Outro caso
Um outro caso de suposto maus tratos contra animais foi registrado no 4º Distrito Policial na última sexta-feira. A advogada E.G., 51 anos, relatou a polícia ter recebido denúncias que um cão de guarda da raça pitbull é mantido durante todo o dia em um caixote com um metro por 1,2 metro de dimensão por dois de altura, em uma construção no bairro Santa Genebra. De acordo com ela, o cão fica trancado no local das 6h às 19h30, no escuro, sem comida ou água e que é solto apenas a noite ainda permanecendo amarrado a uma corrente com cerca de dois metros de comprimento. A advogada disse à polícia ter falado a tutora do cão, quando ela foi tratar do animal, que disse que alugava cachorro para guarda e insistiu que ele é bem tratado. O caso será apurado pelo 4º DP.
Fonte:  Cosmo