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sábado, 26 de setembro de 2009

Pittbull mata poodle em Porto Alegre


Quinta-feira, 18 de junho de 2009
Ontem pela manhã, a farmacêutica Katia Bagatoli estava levando seu poodle Lucky, de 10 anos passear quando avistou um jovem de bicicleta com um cão pitbull atrás dele. Ela não teve tempo de voltar: quando tentou puxar seu cachorro de volta, o pitbull atacou-o e devorou-o.

Seu vizinho, Nilton Maya ligou para a Brigada Militar. Conforme Katia, os policiais chegaram entre 40 minutos e uma hora depois. A essa altura, o poodle já estava morto e o pitbull o devorava.

Os policiais encaminharam o cachorro, que depois de comer estava muito dócil, para o Centro de Controle de Zoonoses. O tenente-coronel Damasceno relatou que os policiais preferiram não fazer nada com o pitbull porque não tinham equipamentos. Ele argumentou que não queriam causar mais uma morte de cão no local e seria arriscado disparar um tiro por causa da quantidade de pessoas que acompanhavam o caso na rua.

O responsável pelo pitbull pode sofrer a punição prevista na legislação de crimes ambientais, que é de três meses a um ano de prisão e multa de R$ 200.

É incrível como um animal inocente acaba sofrendo pela negligência de seus donos. Sempre, nessa questão que envolve pitbulls, há um dilema: alguns querem que seja exterminado, outros defendem a raça.

Se é o caso desses cães já terem um temperamento mais agressivo, muito me surpreende um dono que leva seu animal passear sem coleira, com fome (sim, pois foi relatado a docilidade do cão após devorar o Poodle acabar com a sua fome) e submete animais e pessoas ao perigo de sua atitude totalmente impensada.

Não sou de forma alguma contra essa raça. E confesso que fico um pouco chocada com a morte do pitbull, que apenas cumpriu seu instinto de saciar a fome. Mas a agressividade desse ser irracional não teve, pelo que parece, cuidado nenhum por parte de seu dono. Mais uma vez voltamos à questão da posse responsável, das precauções a serem tomadas, da consciência dos danos que podem ser causados diante da irresponsabilidade do ser humano.
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