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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Criança leva 26 pontos após ataque de cão

07/09/2011 20h25 - Atualizado em 07/09/2011 20h27

dentro de casa em Cuiabá

07/09/2011 20h25 - Atualizado em 07/09/2011 20h27

Criança brincava com irmãos no quintal quando foi atacada por cachorro.
Bombeiro socorreu criança dos ataques e a encaminhou para hospital.

Dhiego Maia Do G1 MT
Cachorro ataca criança (Foto: Judson Nabor)Menino deixa hospital com curativos nos braços e
costa (Foto: Judson Nabor/ Arquivo Pessoal)
Uma criança de seis anos ficou gravemente ferida após ser atacada por um cão da raça boxer na tarde desta quarta-feira (7) no bairro Dr. Fábio II, em Cuiabá. As mordidas do animal atingiram as costas, cabeça e os dois braços do garoto. Ao todo, o menino levou 26 pontos e segundo a família, está traumatizado.
Em entrevista ao G1, a mãe da vítima, Kelcilene Kátia de Jesus, disse que o filho só sobreviveu ao ataque porque um bombeiro estava por acaso em uma residência ao lado da casa dela e prestou atendimento imediato. “Ele ajudou muito já que ele soube imobilizar o cachorro. Ele abriu a boca do animal, tirou o meu filho do domínio dele e nos levou para o médico”, relatou.
Ao G1, o sargento do Corpo de Bombeiros que prestou socorro à criança, Judson Rodrigues Nabor, disse que o cachorro só soltou o garoto a pauladas. “Ele derrubou o menino no chão e feriu os dois braços dele. Eu estava fazendo serviço na casa do meu irmão quando eu ouvi vários gritos de socorro. Fomos lá e o cachorro estava grudado ao garoto. Ele só soltou a criança depois de algumas pauladas”, revelou.
O ataque ocorreu no quintal da residência da família que é alugada. O animal é do proprietário da casa, que mora nos fundos do terreno. Ainda segundo a mãe da vítima, o ataque ocorreu no momento em que os três filhos dela brincavam no quintal. Quando a vítima caiu no chão, o cachorro começou a morder a criança. “Quanto mais eu puxava o cachorro, mais ele mordia meu filho”, disse a mãe da vítima.
A criança perdeu muito sangue e foi encaminhada às pressas para a Policlínica do Planalto. Na unidade hospitalar, a vítima recebeu curativos e foi vacinada contra raiva. Quando alugou a residência, Kelcilene, que é de Cáceres, cidade a 204 quilômetros de Cuiabá, questionou o proprietário da casa a respeito do comportamento do animal. Segundo ela, ele disse que o cachorro não era violento.
Cachorro ataca criança II (Foto: Judson Nabor)Depois do ataque, cachorro foi amarrado por
bombeiro (Foto: Judson Nabor / Arquivo Pessoal)
Depois do ataque, a mulher não sabe mais se vai continuar a morar no local. Ao G1, ela disse que o filho não quer sair de casa, por medo de ser atacado novamente. Por telefone, o G1 entrou em contato com o dono do animal, mas não obteve resposta  até o fechamento da reportagem.
Por conta do atendimento à criança, o sargento, que estava escalado para participar do desfile cívico de 7 de Setembro na capital, acabou liberado pelo Comando do Corpo de Bombeiros para ficar à disposição da criança. Segundo a unidade hospitalar que atendeu o garoto, a criança e o cachorro serão monitorados pelos próximos 10 dias para detectar qualquer alteração na saúde e comportamento.

criança dos ataques e a encaminhou para hospital.

domingo, 18 de setembro de 2011

ATAQUE DE CACHORRO

Sexta, 09 de setembro de 2011, 17h31

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'Ainda tenho medo', diz garoto vítima de ataque de cachorro em Cuiabá
Criança levou 26 pontos após ataque e ainda se recupera dos ferimentos.


cão ataca criança (Foto: Leandra Ribeiro/G1)
Mãe diz que garoto ficou traumatizado com o ataque do cachorro. (Foto: Leandra Ribeiro/G1)
O garoto de 6 anos atacado por um cachorro em Cuiabá ainda se recupera dos ferimentos e se emociona ao lembrar do dia em que Betolo, um cão da raça Boxer, avançou sobre ele. O ataque aconteceu no feriado de 7 de setembro, no bairro Doutor Fábio 2, na capital mato-grossense. A criança foi socorrida e levou 26 pontos.
A família mora em uma casa alugada e o ataque aconteceu no quintal da residência. O cachorro, que pertence ao proprietário da casa, Gabriel das Graças, convivia com as crianças no local. O garoto conta que estava brincando com o irmão quando foi atacado. "Eu estava brincando de esconde-esconde com meu irmão e, depois, de luta. Quando meu irmão bateu uma garrafa pet nas minhas costas, o cachorro avançou em mim. Tropecei e ele começou a me morder. Ainda estou com medo", relembrou a criança, que sofreu mordidas nas costas, na cabeça e nos braços.
Vi a criança ser abocanhada pelo cão. Salvei uma vida"
Judson Nabor, bombeiro
Diante do ataque do animal, a mãe Kelcilene Kátia de Jesus tentou socorrer o filho, mas conseguiu somente com a ajuda de um sargento do Corpo de Bombeiros que estava na casa ao lado. Ela lembrou dos momentos de tensão que passou para salvar o filho. "Sozinha eu não ia conseguir. Aquela hora eu vi meu filho ser morto na minha frente", recorda Kelcilene.
“Eu estava na casa do meu irmão, ao lado, e ouvi os gritos. Quando olhamos pela cerca vimos que o animal atacou a criança", disse o primeiro sargento Judson Rodrigues Nabor, do Corpo de Bombeiros, que prestou socorro à criança. Ele conta que usou um pedaço de madeira para abrir a boca do cachorro, fazendo uma espécie de alavanca. "Na hora, vi a criança ser abocanhada pelo cão e só pensei em salvar [o garoto]. Salvei uma vida", completou Nabor.
Trauma
Kelcilene de Jesus disse ao G1 que o filho não come direito desde o acidente e não consegue dormir à noite. Mesmo assim, segundo ela, a criança não deixou de se preocupar com o futuro do cachorro. “Ele está triste, muito traumatizado. Ficou me perguntando a toda hora: 'mãe, o que vai acontecer com o cachorro?'”, observou a mãe.

cachorro ataca criança (Foto: Leandra Ribeiro/G1)
Dono disse que vai doar o cachorro devido ao
ataque. (Foto: Leandra Ribeiro/G1)
O servente de pedreiro e dono do cachorro, Gabriel das Graças, afirmou que o cachorro não deve permanecer na residência. “Ele [o cachorro] nunca foi agressivo assim com ninguém, nunca mordeu uma criança. Mas já falei com a Kelcilene, que vou dá-lo. Vou me desfazer do cachorro por causa disso”, disse Gabriel, que tem o cachorro há mais de 10 anos.
Para a mãe, a saída do cachorro da casa será melhor para o filho, que mesmo preocupado com o animal, não quer mais tê-lo por perto. “A gente nunca pensa que vai acontecer com o filho da gente. O comportamento do cão sempre foi normal. Só era bravo com pessoas estranhas. Agora eu estou muito assustada”, concluiu Kelcilene.