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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Novo ataque de "cães selvagens"

É registrado na Austrália.........
18 de julho de 2012 • 05h00 • atualizado às 05h58 

Típicos da Austrália, os dingos, animais da mesma família dos lobos (conhecidos no país como "cães selvagens"), cada vez mais causam preocupação em acampamentos na região. No último final de semana, uma menina de 13 anos foi atacada por um deles, no Parque Aurora Kakadu, próximo da cidade de Darwin, mas conseguiu espantar o animal. As informações são do Jornal Northern Territory News.
Rebcca Robinson conta que estava em um saco de dormir ao ar livre quando percebeu que estava sendo arrastada. Quando se deu conta, um dingo estava mastigando o pano. A garota então gritou, o que assustou o animal, que fugiu.
Ao menos outros quatro ataques semelhantes, sem vítimas fatais, foram relatados no mesmo lugar apenas neste ano. Placas alertam visitantes sobre o perigo, mas não foram tomadas outras medidas de segurança. Três mortes já foram registradas oficialmente em todo o país recentemente.
No último mês, Lindy Chamberlain foi absolvida na sentença final do caso mais famoso envolvendo ataques de dingos. Em agosto de 1980, ela perdeu a filha Azaria, durante um acampamento na região do Uluru, no deserto australiano.
Mesmo afirmando que o bebê, de nove meses de vida, fora levado e morto por um dingo, Chamberlain foi presa e considerada culpada pelo desaparecimento da criança. Na época, os animais não eram considerados perigosos. O caso inspirou o filme "Um Grito no Escuro", de 1988, com Meryl Streep e Sam Neill.
Terra 
 
 
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sábado, 25 de julho de 2009

Os cães que matam..


Os cães que matam...

O mais provável é que tenham sido cães selvagens a atacar as ovelhas na passada terça-feira na Faia. Continuam os inquértos locais mas o director do PNSE não parece ter dúvidas. Até porque há 15 anos que não há registo oficial de um único lobo na região. Os chamados cães assilvestrados - um misto de doméstico e selvagem - são agora o perigo número um. Ao contrário do lobo, este animal ataca o homem e pode matar.

Lobos ou cães assilvestrados? A dúvida continua em relação ao ataque a um rebanho de ovelhas, na terça-feira passada, junto à freguesia da Faia, concelho da Guarda. Os técnicos do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) continuam a averiguar a origem da "matança" através de inquéritos locais. Mas, antes de qualquer prognóstico oficial, o director daquela entidade que investiga o caso inclina-se mais para o cão assilvestrado, vulgarmente chamado de cão selvagem, ou seja o cão doméstico que foi abandonado.

Cunha Direito refere, aliás, que embora o tipo de ataque seja idêntico ao do lobo, as marcas deixadas, sobretudo das patas, levam a concluir que se trata de cães selvagens. É que aparece um quinto dedo, ou garra, que o lobo não tem, justifica o mesmo responsável. Por outro lado, «há mais de 15 anos» que não se vê um lobo em toda a zona do Parque Natural embora se saiba que a espécie ainda vá aparecendo em toda a faixa fronteiriça de Bragança à Guarda. E são conhecidos, pelos menos, dois casos de ataques na zona de Trancoso e Rocamonde.

Mas é fenómeno do cão selvagem que começa a tomar proporções que preocupam o director do PNSE que já admitiu ao TB intervir junto de várias entidades para que o problema seja equacionado. Cunha Direito fala em «grande quantidade» destes cães e alerta para o perigo que representam não só para os animais mas para o homem. É que «o lobo não ataca pessoas e o cão assilvestrado ataca e pode até matar». Não há nenhum levantamento da quantidade de indivíduos que possam andar por aí à solta mas o director do Parque adianta que «é um problema grave». De onde vêem estes cães? Cunha Direito refere que há abandono deliberado e alguns casos de cães de caça que se perdem. Forma-se autênticas matilhas altamente perigosas e cuja solução passa, no entender de Cunha Direito, pela «sensibilidade das pessoas em não abandonar os animais». O director, claramente precocupado com esta situação, reforça dizendo que se trata de uma questão cívica que terá que merecer a atenção de muita gente.

O mesmo responsável chama a atenção para um local na Guarda onde começam a aparecer as ninhadas de cães assilvestrados. Junto à Lixeira Municipal. Os técnicos do PNSE têm batido o local e ainda há dias deram com uma ninhada debaixo de um rochedo. A mãe alimenta-se da lixeira a céu aberto.