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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Pit bull invade posto de saúde

24/02/10 - 15h32 - Atualizado em 24/02/10 - 16h31

E ataca menina no interior de SP..

Criança levou 23 pontos em três machucados causados pelo ataque.
Animal ficará em observação em Santa Maria da Serra por dez dias.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Tem
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  Foto: Reprodução/TV Tem

Cão da raça pitbull (Foto: Reprodução/TV Tem)

Uma cadela da raça pit bull atacou na noite de segunda-feira (22) uma menina de seis anos em um posto de saúde em Santa Maria da Serra, a 217 km de São Paulo. A criança, que levou 23 pontos em três cortes, permanecia nesta quarta (24) deitada, com medo de sair de casa.

Apesar de ainda sofrer com as dores causadas pelos machucados, ela sente orgulho de ter salvado o irmão de 9 meses do ataque. A mãe, Taiane Aparecida Altarúgio, estava com a menina e o filho de nove meses no posto de saúde. A cachorra estava solta na rua e entrou na sala de espera, onde atacou a menina.

O avô da garota, Vagner Altarúgio, chegou rapidamente e chamou a polícia, que não foi até o local. Pior do que a falta das autoridades foi a sensação de ver a neta ferida.


Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia da cidade como omissão da cautela na guarda de animais e lesão corporal. Primeiro a polícia vai tentar identificar o dono do cachorro. Se ele for encontrado vai responder pelos crimes e pode ficar preso por até um ano.


A cadela, que parece ser inofensiva, estava havia alguns dias perto da unidade. Ela vai ficar em observação em uma garagem da Secretaria de Saúde por dez dias.


Na semana passada, três pessoas foram atacadas. Em Barra Bonita, um aposentado de 62 anos e a filha dele foram atacados por um cão da raça rottweiller. Uma outra mulher foi mordida por um pit bull em Igaraçu do Tietê. Em todos os casos, os animais estavam soltos na rua.


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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Extermínio de cães e gatos

12/05/2010 08h05 - Atualizado em 12/05/2010 09h05

Extermínio de cães e gatos causa alerta em cidade do interior de SP
Suposto 'serial killer' seria o responsável por 35 mortes em um mês.
Em 2007, 50 animais foram mortos em Sales Oliveira.

Foto:
zilda de Jesus Correa encontrou quatro cachorros mortos e mandou os corpos para faculdade de Franca
elaborar os laudos. Nesta terça (11), procurou novamente a delegacia (Foto: Emilio Sant'Anna)
O último assassinato registrado em Sales Oliveira, no interior paulista, a 50 km de Ribeirão Preto, ocorreu há mais de dois anos. Desde o final de março, no entanto, um suposto “serial killer” age na cidade sem que a polícia tenha qualquer pista de sua identidade. Nesse período, o assassino já causou 35 mortes e deixou os pouco mais de 8 mil moradores do local em alerta. Suas vítimas: cães e gatos.

G1 - Extermínio de cães e gatos causa alerta em cidade do interior de SP - notícias em São Paulo

Pouco importa se eles são de rua ou têm donos. O “serial killer” não faz distinção. O único padrão é o veneno escolhido para causar as mortes: o carbamato, popularmente conhecido como chumbinho e que tem sua venda proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No último final de semana, dez animais foram mortos desta forma – o que gerou ainda mais tensão entre os moradores que têm animais em suas casas.

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Os crimes chamam a atenção, mas esta não é a primeira vez que uma onda de mortes de animais acontece na cidade. Em 2007, 50 deles foram mortos e cerca de cem foram envenenados. Na época, a investigação da polícia local não conseguiu apontar o autor. “Desde que eu moro aqui (há 41 anos), já mataram mais de 50 dos meus gatos”, diz a aposentada Terezinha Aparecida Faiane, de 68 anos. “Agora, de uns dois meses pra cá, já mataram quatro.”
sales oliveiraQuatro gatos de Terezinha Faiane e José Sebastião
Faine foram mortos (Foto: Emilio Sant'Anna)

Entre a quinta-feira (6) e o sábado (8), a única veterinária da cidade atendeu cinco cachorros envenenados em sua clínica. “Todos tinham sido envenenados com chumbinho”, afirma Angélica Bezzan. “Atendi esses cinco porque os donos trouxeram rápido, mas a grande maioria nem cuida e deixa morrer na rua mesmo.”

Mais difícil do que a missão do único investigador da Polícia Civil de Sales Oliveira é não encontrar cachorros andando pelas ruas aos bandos. Muitos deles têm donos, mas são criados livremente. E essa pode ser a principal causa dos assassinatos. “A cidade é pequena e muitos moradores reclamam que os cães saem das casas”, diz Mirella Granville, ativista dos direitos dos animais. “Não temos uma contagem certa além desses 35 porque muitos morrem pelas ruas e a Vigilância Sanitária recolhe e leva para o lixão.”

Dentro de casa

Ela afirma que antes as mortes aconteciam durante a noite. Agora, os casos começaram a acontecer em plena luz do dia, dentro dos quintais das casas de Sales Oliveira. Assim foi com Cisca, uma vira-lata pequena e franzina que era criada ao lado de Roger, um cão da raça fila que escapou da morte por ser bem maior que sua companheira e por ter conseguido vomitar o veneno.

Há um mês, numa segunda-feira, às 16h, a cabeleireira Elita Rodrigues Melo, de 26 anos, estava na porta da cozinha de sua casa quando viu Cisca correr para o fundo do quintal. “Quando ela voltou já estava tonta, começou a babar e a se debater”, diz. “Olhei para o Roger e ele estava com os mesmos sintomas.”

Meia hora depois, foi a vez de Julinha, uma cadela basset hound, da vizinha de Elita começar a passar mal. “Dei falta dela e quando fui até a calçada ela estava lá morrendo”, conta a dona de Julinha, Fernanda Regia Lima Guim, de 35 anos.

Quatro dias depois, Pitoco, outro cachorro da vizinhança, também teve o mesmo fim. “Aconteceu do mesmo jeito da Julinha”, diz sua dona, Suzimara Cristina de Oliveira, de 17 anos.

*

Acho que existe uma orientação para isso, mas não sei de quem"
Mirella Granville, ativista dos direitos dos animais

Nenhuma delas fez boletim de ocorrência, o que leva os moradores de Sales de Oliveira a suspeitar que o número de mortes possa ser bem maior do que os 35 casos. “Não fiz o B.O. porque não ia dar em nada mesmo”, diz Fernanda. “A gente fica com medo porque ele joga o veneno dentro do quintal e uma criança pequena, como a minha, pode pegar e colocar na boca”, complementa Elita.

Apenas dois boletins de ocorrência foram registrados na delegacia neste ano apontando a morte de cachorros. Oficialmente a polícia só tem informações de quatro casos apontados por essas ocorrências. Quem os registrou foi a inspetora escolar Izilda de Jesus Correa, de 51 anos.

Acostumada a percorrer os açougues da cidade em busca de retalhos de carne para alimentar os cachorros de rua, e a “pendurar” no caderninho que mantém na farmácia remédios para sarna e machucados, no dia 27 de abril ela saía da escola quando encontrou os quatro cachorros mortos. Foi até sua casa buscar gelo para conservar os corpos dos animais e quando voltou a Vigilância Sanitária já tinha levado as carcaças para o aterro sanitário. “Fui até lá, no meio do lixo, peguei os corpos mandei para Franca para fazer a necropsia”, diz.

O resultado chegou poucos dias depois. O laudo é claro e aponta que os cães tinham em seus estômagos uma mistura de salsicha e chumbinho.

Problema público

Mirella afirma que foi preciso ir à prefeitura e reclamar para que os cães mortos parassem de ser levados para o aterro sanitário da cidade. “Isso não pode acontecer porque o chumbinho é altamente tóxico e leva cerca de três anos para se degradar no solo a céu aberto”, diz.
sales oliveiraAngélica é a única veterinária da cidade
(Foto: Emilio Sant'Anna)

A ativista reclama da forma como a administração municipal vinha tratando do problema em que se transformou os cachorros soltos pelas ruas. “Não temos um centro de zoonoses, então a Vigilância Sanitária recolhia os cachorros da rua e afirmava que levava para uma fazenda em Franca”, diz ela.

Um lei estadual de 2008 criou a figura do “cão comunitário” – de acordo com a definição: aquele que estabelece com a comunidade em que vive laços de dependência e de manutenção, embora não possua responsável único e definido.

De acordo com a lei, o animal reconhecido como comunitário “será recolhido para fins de esterilização, registro e devolução à comunidade de origem, após identificação e assinatura de termo de compromisso de seu cuidador principal.”

Dessa forma, a vigilância sanitária da cidade não poderia recolher os cães e levá-los para outro local sem devolvê-los. Foi então que o problema começou, diz Mirella. “Reclamamos com a vigilância e eles pararam de recolher os animais. Pouco tempo depois, a matança começou”, revela a ativista. “Acho que existe uma orientação para isso, mas não sei de quem.”
sales oliveiraAs vizinhas Elita, Fernanda e Suzimara perderam
um cachorro cada uma. Fila se salvou
(Foto: Emilio Sant'Anna)

Procurado pela reportagem, o prefeito de Sales Oliveira, João Jeremias Garcia Filho (PSDB) diz que os cachorros que eram recolhidos das ruas da cidade eram somente aqueles que podiam causar riscos aos moradores. “Casos de pessoas que são atacadas também acontecem”, diz ao seu lado, a nora do prefeito, Maria Luiza da Silva, que tem 14 cachorros e viu uma de suas cadelas ser morta no último mês. “Ela era uma mistura de rottweiler com pit bull, mas era muito mansa.”

Garcia Filho, que está em seu segundo mandato, se diz preocupado com a situação e afirma ter mandado um ofício para o delegado local “para que ele se empenhe em resolver essa situação que é um absurdo.” “O importante é que se pegue essa pessoa de uma vez por todas”, afirma o prefeito. “Mandei o ofício para o delegado para tentar prender esse cara, sem contar que é uma propaganda negativa da cidade.”

Até isso acontecer os moradores de Sales Oliveira continuam com medo e tratam de prender seus cães. Na casa da fonoaudióloga Christianne Roso da Silva Miotto, os três cães foram colocados dentro de um cercado improvisado numa área do quintal distante do muro. “Não deixo mais eles soltos no quintal de jeito nenhum e rezo bastante para que esse absurdo termine logo”, desabafa.

G1 - Extermínio de cães e gatos causa alerta em cidade do interior de SP - notícias em São Paulo

domingo, 11 de abril de 2010

Pit bull ataca homem de 73 anos

Pit bull ataca homem de 73 anos no interior de SP

04/10/2009 - 17h36
Um homem de 73 anos ficou gravemente ferido ao ser atacado por um cachorro da raça pit bull na tarde deste domingo (4), em Socorro, a 134 km de São Paulo. O dono do cão foi preso, indiciado por lesão corporal, e liberado em seguida.

Segundo a Polícia Militar, a vítima andava por uma rua do Jardim Araújo quando dois cães escaparam de uma casa. Um deles atacou o idoso, que teve lesões no rosto e no braço. Ele está em observação na Santa Casa da cidade.

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/10/543778-pit+bull+ataca+homem+de+73+anos+no+interior+de+sp.html