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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Cães agressivos têm solução?

Cães agressivos têm solução?

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É preciso descobrir a raiz do mau comportamento e chamar um profissional treinado
EXCLUSIVO | ELE mostra os dentes e tenta morder tudo e todos. A agressividade canina é uma preocupação corrente em donos de cães de qualquer raça e até sem raça definida. Seja porque seu próprio cachorro mostra traços agressivos ou porque já se viu diante de algum animal com esse perfil.
COM TANTOS casos de ataques caninos noticiados na mídia, muitas pessoas se perguntam: será que esses cães podem ser reeducados? Questionamos o nosso consultor de comportamento canino, Gilberto Miranda, que há mais de 30 anos treina animais.
“ASSIM como os seres humanos possuem vários níveis de agressividade e ainda podem mudar de comportamento, muito mais fácil com um animal. Mas é preciso descobrir qual é a raiz desse mau comportamento, pode ser por causa do espaço, agressividade do próprio dono, alimentação, problema com alguma doença ou até mesmo algo crônico. Não podemos esquecer de problemas que podem ser genéticos ou hereditários. A agressividade passa de pai para filho no mundo animal. É possivel uma mudança, desde que esse animal seja trabalhado por um profissional sério e com a devida competência.”

http://caninablog.wordpress.com/2010/03/25/caes-agressivos-tem-jeito/

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Cães agressivos?


Cães agressivos?
...cães maus e agressivos, mas em que situações?
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Domingo, 01 de Dezembro 2002
Autor: Cristina Alves, MV: Hospital Veterinário Principal

Cães agressivos?
Uma das maiores preocupações actuais, exacerbada por algum exagero da comunicação social prende-se com os cães agressivos. Chegou-se inclusivé ao extremo de apontar determinadas raças como potencialmente perigosas.

É sabido que ao contrário do que se passa na nossa sociedade em que o pai é ( ou deveria ser) sempre respeitado pelo seu filho, com os animais isso não acontece. É perfeitamente normal um filho disputar com o seu pai a liderança da matilha.

Quando dois cachorros brincam fazem-no numa simulação de luta, estando um animal zangado com o outro. Quando ralhamos com um cão sem estarmos zangados, ele entende essa atitude como um convite à brincadeira.

Quando escolhemos um animal incluímos nossas fantasias e desejos , esquecendo que ele irá conviver connosco durante bastantes anos. Essa situação tem criado muito problemas visto que amiúde não existem preparação para determinadas raças de animais com temperamento dominante. Se a aquisição de um caniche poderá dar problemas mas não representa um risco caso a educação seja deficiente.

O mesmo não acontecerá com um animal de grande porte. Os danos resultantes de um ataque serão sem dúvida mais extensos.
Um dono agressivo tenderá a ter uma animal agressivo e um dono nervoso um animal nervoso.

- todos os cães, sem excepção, mordem por medo. Os dentes do cão dentes formam a sua ferramenta de trabalho e os seus meios de defesa. O medo faz parte da estrutura biológica dos animais. É o instinto de sobrevivência que nos conserva vivos diante dos perigos. A coragem, proporciona a possibilidade de vencer os medos. Um cão corajoso teme uma menor quantidade de situações e, consequentemente tem menos motivos para morder. Um cão agressivo ou é pouco corajoso ou é mal educado.

O conceito de treinamento de ataque, mesmo entre alguns treinadores, está mal estruturado. Opta-se por ensinar ao cão a estranhar pessoas. Esta é a melhor forma de se preparar um cão para um ataque acidental.

A filosofia existente actualmente é de que não existem cães maus e agressivos. Isso não é sempre verdade. Existem animais ( uma pequena minoria) que são de facto agressivos por natureza. No entanto cabe-nos a nós evitar que esse número aumente de forma artificial. Não se deve deixar um cão sozinho com cães. O grande número de ataques a crianças deve-se essencialmente a esse facto. As crianças podem nas suas brincadeiras magoar o animal que reage não por maldade, mas por instinto e então de quem será a culpa. Do animal que se defendeu ou dos pais que permitiram a situação de risco ocorrer ?

O treinamento correcto, a sociabilização, o simples facto de não seguir modas e escolher animais adaptados à sua experiência são factores essenciais e determinantes em evitar agressividade.

Daí, sempre que desejar um cão deve informar-se das características da sua raça ( caso seja um animal de raça) e saber se se encontra preparado para ter um companheiro de quatro patas em casa. Quando o tiver evite sempre situações de risco que possam despoletar comportamentos de defesa. Falado com o seu médico veterinário assistente conseguirá sem dúvida ter o animal adequado às suas características.
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22.03
jardazwilfa disse:
Tem que existir de facto uma regulamentação relativamente aos cães. Mas atenção, não a lei apresentada, onde constam sete raças principais como sendo supostamente as mais potenciamente agressivas e perigosas e a solução passa praticamente pela eliminação das respectivas raças. Vamos falar de um caso mais concreto, temos na "famosa" lista um cão, raça Tosa Inu, que em Portugal existem dois criadores e os exemplares para além de ainda serem poucos, não existe qualquer resito de ataque por parte dos mesmo. O que nos leva a pensar? Qual foram os critérios de análise? Em que se basearam? Conhecem as raças? Os comportamentos? Reuniram um conjunto de exempolares de cada um e simplesmente observaram provocando os cães? Ingfelizmente, fala-se do que não se sabe. Em Espanha, esta lei não foi aprovada. Em três dias já tinham cerca de seis mil assinaturas e em Portugal somente temos quinhentas e poucas! Em Espanha a Associação de Criadores, o Clube de Canicultura, os donos e inclusivé advogados intreviram. E nós? As Pessoas não estão a perceber a gravidade da situação. Sendo o mais prática possível, vou falar numa situação que deveria ter sido analisada por quem decidiu apresentar a lei. As estrelizações são dispendiosas, vão as Pessoas ter dinheiro para o fazer? E quem tiver um Bull Terrier, um Rottweiler, Staffordshire Terrier Americano e ainda dois Dogue Argentino! Como vai ser relativamente ao orçamento? Temos que ser realistas, já que o nosso Senhor Primeiro Ministro não o é. O abandono de cães já é enorme, quão maior não será depois? Cães de raça Bull Terrie, Rottweiler (as sete) vão ser simplesmente abandonados. O Sr Ministro deveria ser mais atento e antes de apresentar uma regulamentação, deveria ter estudado a matéria sobre a qual iria ter que falar. Afinal, onde estão os dados de ataques de rafeiros? Cocker? Talvez se tenha guiado pelos media que somente fazem o papel deles, manter o share e procurar notícias de ataques terríveis e com fins trágicos somente das infelizes sete raças. O mais incrível, é que se experimentarem telefonar para a TVI ou SIC a comunicar um ataque de um Lavrador à vossa frente, eles não vêm. Se for uma raçla dita no momento como perigosa, até vêm com várias carrinhas e com os quatro piscas. Sinceramente, espero que as Pessoas que não têm cães de raça se apercebam a tempo que a lei também as vai abranger e de algum modo o fim será o mesmo. Que Portugal seja supremo nesta questão.
04.04
rallen disse:
no meu ponto de vista, dizer que uma raça é perigosa é quase uma questão de racismo... isto é assim como as pessoas não deverão ser diferenciadas pela sua raça os cães também não. Não há raças perigosas e raças não perigosas, mas sim cães mais ou menos agressivos, tal como pessoas boas e más, tudo depende da educação e do ambiente envolvente. Já conheci o caso de um Cocker que atacou um adulto causando-lhe ferimentos bastante graves que o levaram às urgências do hospital, por outro lado conheci um Rotweiler que pertencia a uma equipa de cães de salvamento nos Estados Unidos, e posso dizer que deste cão fazia qualquer coisa para salvar uma pessoa. Posto isto, caso achasse viável distinguir raças, baseando-me na minha experiência de vida em convívio com cães, diria que o Cocker é um cão mais perigoso que o Rotweiler... Será que alguém poderia alguma vez dizer uma coisa destas?... Pois, eu também penso que não! Cada caso é um caso e depende de milhares de factores.

Cães agressivos? :: ARCA DE NOÉ

CRIAÇÃO DE CÃES AGRESSIVOS


Hoje me fizeram uma pergunta sobre criação de cães agressivos.

A pergunta foi: "Porque os proprietários de cães de raças agressivas continuam criando apesar de tudo que sai na mídia a respeito deles (agressões, ataques, morte)?"

A resposta simples a pergunta feita é: Porque estes proprietários podem fazer isto, e aqui no Brasil não há conseqüências maiores em assim fazer. Nosso problema, como em tantas outras áreas da vida Brasileira é cultural e educacional.

Não faz tanto tempo assim, quando comparado com os paises de primeiro mundo, que se tem aqui no Brasil a cultura de possuir cães de companhia. Nem todos os proprietários perceberam a diferença entre ser um dono que pratica a posse responsável e um dono que apenas tem um cão.

Mas talvez para entender melhor porque estes proprietários existem seja necessário se considerar de onde vem o habito e a cultura destes proprietários, e olhar os cães que possuíam antigamente, e os cães que possuem hoje.

O Pitbull (para efeito de exemplo aqui) de hoje, substituiu aquele vira-lata bravo de antigamente que era guarda no quintal. O vira-lata não necessitava de maiores cuidados, pois era (e ate hoje geneticamente ainda é) muito mais robusto do que cães de raça são.

Isto fez com que os tipos de proprietários destes cães também nunca fossem exigidos a considerar o bem estar dele, (bem estar sendo, adestramento, respeito sadio, limites, cuidados veterinários etc.) bastando dar água e comida a ele para garantir a sua sobrevivência.

Mais importante, foi que isto também fez com que não houvesse uma preocupação por parte dos donos a dar uma educação formal para estes vira-latas, bastando para eles um básico de respeito da parte do cão com os donos e pouco mais. Este respeito demonstrado pelo vira-lata era oriundo de uma dominância imposta fisicamente pelos proprietários.

O controle do comportamento daqueles cães se dava quando o proprietário estivesse presente, e quando não o cão teria o comportamento de guarda, não tendo limites para as suas ações durante a ausência do dono.

Claro que nem todos os vira-latas eram ou são assim, mas isto normalmente é resultado casual de como virem ao mundo e as influencias que sofreram neste período da vida deles. Esta tendência de posse agora se repete com os cães de hoje que não são vira-latas.

O problema sendo que são animais diferentes criados originalmente para fins e com objetivos diferentes. A grande diferença comportamental entre o vira-lata de guarda e o Pitbull são seus genes e a razão d´etre´ de cada um.

O vira-lata tem um forte instinto de sobrevivência e o grande motivador atrás de ser bravo, por exemplo na guarda de uma propriedade, era a proteção de um território, e daí um lugar seguro de viver ou para conseguir comida. Haja visto que é incomum se ver uma vira-lata bravo quando solto na rua. Pelo contrario.

Este sabe que se esta "jogado na vida" precisa é se cuidar e vai lutar apenas para obter/garantir recursos para garantir a sua sobrevivência. Prefere fugir de situações de insegurança, a enfrentar o perigo. Já o Pitbull foi criado para competir agressivamente. O que eles têm de valente eles tem de bruto, a não ser que forem devidamente educados, o que também quer dizer não serem encorajados a deixar vir a tona seus instintos naturais envolvendo comportamento competitivo.

Daí que de forma nenhuma todo Pitbull tem que ser bravo e incontrolável. Eles são cães ótimos, amáveis, e muito brincalhões nas mãos de um dono consciente, mas quando eles estão nas mãos de donos possuidores da cultura de proprietário do vira-lata de antigamente, eles são perigosos. Daí o problema não é criar Pitbull, Dobermann, Rottweiller, Bull Mastim etc. o problema é a mentalidade e a ignorância de quem cria.

A pergunta deveria ser, não a respeito dos cães, e sim a psicologia dos donos, modificando a pergunta para "Porque donos que possuem cães mal criados (criados de forma errada) não são devidamente investigados e quando necessário enquadrados em leis severas com penas duras e implacáveis e porque não há neste pais uma campanha a nível governamental para orientar e educar a população neste tema?".

Acho que já sabemos porque, mas como sou adestrador e não político, deixarei para vocês responderem.

Finalmente, e para demonstrar como este tema é complexo e de difícil solução, recentemente, a questão apenas de algumas semanas, na Inglaterra, um pais já com uma tradição de dezenas de anos na posse de cães de companhia, houveram ataques de cães identificados como sendo ´tipo Pitbull´ com todas as conseqüências que presenciamos aqui no Brasil. Mas lá a questão é outra, estes cães são criados (ilegalmente, pois existem leis) e usados para brigas ou rinhas.

O governo Inglês optou por banir estas raças lá, achando talvez que administrar criadores seria muito mais difícil. Pessoalmente acho que não é por ai, mesmo porque o fato que foram banidos não eliminou o problema com certas raças de cães. Um assunto talvez para outra matéria.

Criação de cães agressivos