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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Agressão dos cães

Agressão dos cães

Uma das maiores preocupações da população das grandes cidades é a agressão dos cães e a grande pergunta é:
Porque os cães atacam crianças inocentes, pessoas idosas que não representam ameaça?
1. Falta de conhecimento de etologia - nossos conceitos de propriedade mascaram a visão da realidade. Nos consideramos "donos" dos animais chamados domésticos da mesma forma como nos considerávamos donos dos escravos no século passado e da mesmíssima forma como nos consideramos donos das mulheres, dos maridos, dos filhos etc. Os pais podem bater em "seus" filhos. Entretanto se um filho bate no pai ou na mãe é considerado um ato absurdamente criminoso e, um cão morder o próprio dono, é considerado um delito infinitamente maior que um marido bater em "sua" mulher.
Entre os lobos, ancestrais dos cães, o conceito familiar é diferente. Ao atingir a adolescência, um filho pode, perfeitamente, disputar com seu pai a liderança da matilha.
O conceito de corretivo, de punição, de castigo para "dar uma lição", impede que possamos nos aprofundar no conhecimento do comportamento animal.
2. Educação dos filhotes - os humanos, seres inteligentes, passam 80% de suas vidas pensando ex-clusivamente no que não querem. Quando ensinamos alguma coisa a alguém só sabemos ensinar o que não pode. Quando o nosso cão está comportado não faz mais do que a obrigação. Quando ele faz alguma "arte" aí sim, tomamos alguma providência. Assim só damos atenção aos nossos cães quando eles fazem coisas erradas e ralhamos com ele.
Quando dois filhotes até dois adolescentes brincam a brincadeira é de luta: é um zangando com o outro (de mentirinha) o tempo todo. Quando ralhamos com um cão sem estarmos zangados, apenas zangando, ele entende essa atitude como um convite à brincadeira.
Por exemplo: Estamos ocupados trabalhando e não podemos desviar nossa atenção um segundo sequer. Nosso amado filhote nos adora e vem deitar ao lado, comportado. Jamais terá nossa atenção. Aí ele fica meia hora, quarenta minutos, depois se cansa, se levanta e se espreguiça, olha para os lados, olha para nós e continuamos ocupados. Aí ele desiste, olha embaixo da cama e vê um par de chinelos.
Assim que ele pega o chinelo largamos tudo o que era importantíssimo e saímos correndo atrás dele. Pronto! Acabamos de ensinar que, se ele quiser brincar conosco quando estamos ocupados, basta pegar o chinelo. Como ele não chegou a estragar o chinelo, apenas zangamos: ai, ai, ai, não faça isso ouviu? Nesse exato momento damos a ele a certeza que estamos brincando. Utilizamos essa colocação para começarmos a perceber que, sem querer, moldamos o comporta-mento de nossos cães exatamente o oposto do que gostaríamos.
3. Medo - quando escolhemos um cachorro incluímos nossas fantasias e nossas pretensões como itens de seleção, esquecendo que ele irá conviver conosco durante pelo menos 10 anos.Às vezes escolhemos, como se escolhe um bichinho de pelúcia numa loja. Quero comprar um poodle para o aniversário da Lucinha desses bem miudinhos, um microtoy tamanho 00000. Depois ele começa a sujar em casa, cresce e começa a morder, como parte da brincadeira de filhote, com aqueles dentes fininhos a pele delicada da Lucinha. Mamãe corre para socorrer e zanga com o "Fofo" pronto! Já o ensinou a morder a Lucinha para conseguir atenção e a Lucinha, por sua vez já aprendeu que quando o "Fofo" morde, mamãe corre para socorrer. Acabou-se o sossego e aquele filhote, que só seguiu seus instintos, está pron-to para ser doado. Como trata-se de um poodle é fácil doar. E quando a escolha recai num rottweiler?
Outras vezes escolhemos um cão para ser um fiel escudeiro da família. Claro que vamos escolher um cão que meta medo nos assaltantes. Um rottweiler! Só que, quando imaginamos um cão que meta medo num ladrão, do qual temos medo, escolhemos uma raça da qual também nós temos medo. Quando tentamos mexer na comida do filhote ele rosna. Por "respeito" aos direitos do cão de proteger sua comida, deixamos para lá. Por ocasião da sua adolescência haverá, inevitavelmente, uma disputa de liderança como acontece com todas as espécies gregárias de animais. Será estabelecida a pirâmide hierárquica. O cão poderá submeter-se a uma, duas, três, todas ou nenhuma pessoa da matilha. Uma vez fui visitar um dono de rottweiler e, quanto entrei na sala de estar, o Tyson estava no sofá assistindo a novela e o resto da família sentado no chão.
Se o "dono" do cão não tem controle sobre ele, certamente será um filho desobediente. Como irá dar-lhe a educação suficiente para não morder à-toa?
4. Criação - Se alguém decidir criar uma raça nova de pequeno porte, certamente, não vai cruzar um dogue alemão com um fila brasileiro. Se o sonho é uma raça de grande porte não vai cruzar um pinscher com um chihuahua. Da mesma forma se, na sua imaginação, se configura um cão feroz, ele vai escolher para cruzar exemplares de uma ou duas raças que considera bem agressivas. Cruzando sucessivamente cães agressivos o resultado será desastroso. O que o criador tem em mente passa para sua criação. Ao comprar seu mascote você deverá investir algum tempo conversando com o criador para saber o que ele tem em mente.
5. Cuidado com o cão medroso - todos os cães, sem exceção, mordem por medo. Quando temos medo compramos uma arma, se temos muito medo, a colocamos no coldre; se o medo aumentar, sacamos a arma; diante do perigo, atiramos. Ora os cães já nascem com 42 dentes na boca. Seus dentes formam sua ferramenta de trabalho e sua arma. O medo faz parte da estrutura biológica dos animais. É o medo que os conserva vivos diante dos perigos.
A coragem, fator hereditário, proporciona a chance de vencer os medos. Um cão corajoso teme uma menor quantidade de situações e, conseqüentemente tem menos motivos para morder.
É preciso não confundir coragem com agressividade. Um cão agressivo ou é pouco corajoso ou é mal educado.
6. Moda - infelizmente, no Brasil, cães entram em moda. O doberman já teve sua época: ficou marcado como o cão assassino, que morde o próprio dono, que perde a memória após os 3 anos, que a caixa craniana é menor que seu cérebro o qual ficava comprimido causando-lhe dor e, conseqüentemente, seu enfurecimento. O fila brasileiro, infelizmente, já começou mal, com criadores que desejavam que seus cães não pudessem ser tocados sequer por veterinários, só porque eram estranhos. Hoje, tanto o doberman quanto o fila já estão bem socializados. O rottweiler como cão perigoso, muito agressivo, contraindicado para crianças e agora o pitbull, cão de rinha que, quando enfurecido, ataca todo mundo. Felizmente está para entrar em moda o recolhedor do labrador ou, em inglês, Labrador Retriever, cujo conceito geral é de docilidade, meiguice e afabilidade - o "dono" brasileiro de cachorro está mudando.
7. Vergonha de gostar de cães - o cachorreiro brasileiro tem vergonha de dizer que vai comprar um cão porque gosta de cães. Ele sempre tem que justificar porque vai comprar um cachorro no lugar de adotar uma criança pobre: ou para dar de presente para alguém, ou para tomar conta do quintal ou então, porque alguém em casa quer. 70% das raças criadas e compradas no Brasil são as raças de guarda ou de trabalho. Basta pesquisar numa exposição: 70% são cães do 1º, 2º ou 5º grupos. Os outros grupos 3º, 4º, 6º, 7º, 8º, 9º e 10º representam o restante do número de cães inscritos.
8. Ciúme - o humano, principalmente o latino, avalia o tamanho do amor que sente pelo outro, pelo nível do seu sofrimento, quando da sua ausência. Nós sentimos o nosso ego massageado pela incapacidade do ser amado esconder o ciúme. Só que nós estamos acostumados a nos defender dos ata-ques de ciúme, os cães não.
Os animais ditos irracionais expressam seu ciúme através do ato instintivo. Principalmente os cães de guarda: quem não tem ciúme não guarda nada. Quando desejamos evitar o ciúme é ainda pior. Pelo nosso sentimento de justiça, quando temos dois cães, o correto é fazer carinho de mesma intensidade em ambos, ao mesmo tempo. É a melhor forma de arrumar uma briga. Os dois terão ciúme um do outro.
A Administração do Ciúme Canino
Um cão de guarda, tem forte sentimento de ciúme. O ciúme é a maior qualidade que um cão de guarda pode ter.
Numa matilha de lobos, machos e fêmeas convivem na maior harmonia, a exceção é real quando há uma disputa de liderança, momento em que, tanto o líder quanto o desafiante, têm oportunidade de reconhecer a superioridade do adversário e se render. Se nenhum dos dois desistir da luta, esta só terminará com a morte. Os lobos não brigam, porque são livres para retirar-se diante dum confronto indesejável, a não ser pela disputa da liderança.
Os cães, que descendem do lobo, vivem confinados. As baias, dos canis de criação, devem ser individuais, caso contrário, nenhum dos confinados terá a chance de retirar-se diante de um confronto.
Quando naturalmente soltos pelo proprietário um será solto antes do outro, estabelecendo uma preferência.
Toda a primeira briga entre cães, acontece em presença do proprietário, que, certamente, irá apar-tar, mantendo a disputa pela liderança não resolvida e, com isso, a determinação da prevalência dos direitos de um sobre o outro.
Como ninguém deseja arriscar um final desastroso, e com razão, a solução para evitar brigas será jamais agradar dois cães soltos. Se você quiser agradar, deverá manter o outro preso. Para agradar o outro, prenda o que estiver solto, para depois soltar o outro. O mesmo vale para as fêmeas.
Dois irmãos humanos também brigam. Irmãos caninos brigam com dentes. Apesar de tratarmos o nosso cão como um membro da família não conseguimos perceber que a briga entre irmãos, é sempre por ciúme. Um macho jamais brigará com uma fêmea.

A única espécie animal, na qual um macho briga com uma fêmea, é a humana.
Exceção feita às espécies de insetos cujo rito nupcial inclui a morte, sempre do macho. Gostar de cães é jamais provocar seu sentimento de ciúme.
Os Sentimentos de Amor e Afeto

O nosso prazer com a manifestação do ciúme canino é inconsciente e
automaticamente passado para os nossos cães no momento em que voltando para casa e falamos fininho com eles para fazer festa. Imitamos o choro do filhote. Isso deixa os cães nervosos, supondo que você está sofrendo.
Aflitos, choram e até se urinam, tentam lamber-nos com a intenção de aliviar.
Nossa vaidade interpreta essa aflição como sendo a representação do seu sofrimento com a nossa ausência, alimentando com sadismo o nosso ego.
Se você ama seu cão com sentimento puro, jamais coloque em teste seus sentimentos, permitindo que sofra só para você sentir-se amado.
Ao revê-lo, demonstre apenas sua alegria, falando normalmente, como se já tivesse chegado há 10 minutos.
9. Treinamento errado de ataque - o conceito de treinamento de ataque, mesmo entre alguns treina-dores, está mal direcionado: "o cão deverá atacar qualquer pessoa estranha" é preciso ensinar ao cão a estranhar pessoas. Esta é a melhor forma de se preparar um cão para um ataque acidental.
Quando você coloca um filho seu numa academia de artes marciais, certamente não está preten-dendo que ele arrebente a cara de todos os seus colegas e muito menos do professor. O objetivo é ensinar-lhe defesa pessoal. Com os cães devemos seguir a mesma filosofia.
Pretender ensinar um cão a morder é tão absurdo quanto pretender ensinar um pássaro a voar. Um cão já nasce sabendo morder. O que ele não sabe é como o ser humano briga: socos, pontapés, pauladas, facadas, tiros etc. O que uma academia de defesa pessoal para cães deve ensinar são os "catares" humanos, isto é, como defender-se de um chute, de uma paulada, de uma facada, etc.
Outro ponto importante nessa nova filosofia é jamais ensinar um cão a morder irritando-o, atiçando de modo que ataque sob pressão psicológica, ou seja, ficar cego de raiva. Uma boa academia de judô ou caratê procura ensinar os seus alunos a manter a calma em qualquer situação. Um cão de-verá manter a tranqüilidade durante uma luta contra um ser humano para poder solta-lo quando receber este comando.
Um cão estressado, que "perdeu a cabeça", não vai soltar sob comando e muito menos interromper um ataque lançado.
Atualmente, um bom figurante (sparring) deve passar segurança aos seu alunos e ensiná-los, principalmente, quando não morder. O cão deve "atacar" por esporte de defesa, por brincadeira, jamais irritado. Um cão de guarda deve ter tranqüilidade suficiente para poder avaliar se o estranho representa perigo real ou não, utilizando seu instinto natural.
Como é fácil de ser observado, meus amigos, em qualquer situação a responsabilidade total é do ho-mem. Essa responsabilidade é dividida entre os criadores irresponsáveis e proprietários problemáticos, sendo que a tendência será de aumentar a carga do proprietário porque poderemos verificar ainda que, desde a escolha da raça, a escolha do nome (um pitbull jamais se chamaria Kiko e um poodle jamais se chamaria Killer) e a educação do cão pode ou não resultar em cães problemáticos.
Bruno Tausz
Etólogo
Presidente do Conselho de Cinologia da Confederação Brasileira de Cinofilia
Árbitro de Adestramento.
Árbitro de Estrutura e Beleza de Todas as Raças.
Autor dos livros:
"Linguagem das Cores"
"O Rottweiler"
"Adestramento Sem Castigo"
"Dicionário de Cinologia"
 

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Santa Catarina proíbe criação de pitbull








Sexta-feira, 11 de julho de 2008
Nota explicativa

Entendo que uma das missões dos homens e mulheres livres e de bem deste século seja a busca de uma sociedade pacífica, de uma terra sem males, do reconhecimento dos erros passados e mudanças de valores que se revigorem na Liberdade, Justiça, e Democracia. Li na parede da delegacia de Ganchos o seguinte dizer: “quem não luta por seus direitos não é não é digno deles”. Meu desabafo nesse texto desafia os leitores numa provocação não aparente: ao exercer nossos direitos somos equiparados a algo que está abaixo dos transgressores que a partir de seus crimes não matam a fome, mas engordam seus bolsos.

Em pesquisa rápida pela internet se podem encontrar fontes instadas aqui. Deixo meus sinceros cumprimentos aos organizadores de sites, jornais, livros e outras fontes de pesquisa e luta pelas informações que deram subsídios a esse artigo. Também se encontrou sites fazendo apologia a violência a partir do pitbull. Quando olhamos uma criança vítima de um cão feroz, desfigurada pelas mordidas e arranhões de cães como o pitbull, mais nos enojamos de criadores que ostentam a brutalidade e a violência, principalmente utilizando animais como extensão dessa condição atroz. Quando existe lucratividade bem mais nos insurgimos contra essas aberrações.

A sociedade humana utiliza cães em diversas atividades. São pastores, guias-cego, de companhia, de salvamento, atores, seguranças, de combate (guerras e rinhas). Há diversas raças que cruzadas ou não, se adaptaram as regiões onde habitam.

O ancestral do cão é o Tornactus, que deu origem aos lobos, chacais, raposas, coiotes, e outros canídeos remontam os 30 milhões segundo a paleontologia. A domesticação de alguns canídeos selvagens se deu há 12 mil anos.

Algumas raças são questionadas por comportamentos agressivos. Há quem aponte esse comportamento transmitido do dono do cão, outros somam a esse aspecto a transmissão hereditária de um gene agressivo. Nesse caso, um vira-latas poderia ser mais violento que um pitbull ou que um pastor alemão, por exemplo.

A história do pitbull indica que sua memória genética somada ao comportamento agressivo do dono possa transformá-lo em ameaça. Não contentes com os bull dogs, lentos e baixos para rinhas, nobres ingleses, no século 19, cruzaram bulldogs e terrier. Nos Estados Unidos a raça foi “aprimorada”, a partir do Staffordshire Terrier, American Staffordshire Terrier, e Dogo Argentino. O pitbull não é reconhecido pela Federação Internacional de Cinofilia.

Atualmente a Inglaterra possui severas leis sobre cães. Após verificar ataques a pessoas, principalmente a crianças, a Inglaterra restringiu o cruzamento e baniu raças como: pitbull e fila brasileiro. No Brasil, os Estados do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, e alguns municípios de São Paulo restringiram e proibiram a existência da raça pitbull. A lei catarinense n. 14.204, de 26/11/2007 não apenas proíbe a criação, comercialização e circulação de cães da raça pitbull, como também das raças que resultem de seu cruzamento, em canis ou isoladamente.

Ataques de pitbulls

O site Época Estado Independente colheu dois depoimentos importantes, um deles do zootecnista Alexandre Rossi, especializado em comportamento canino, e do coronel Mascarenhas, que cuida do efetivo canino da polícia de Minas Gerais. Segundo Rossi, outros cães são agressivos, mas a grande desvantagem do pitbull em relação aos outros animais, é que existe dificuldade em parar seu ataque. O coronel Mascarenhas afirma: “Se o pit bull atacar, o efeito será desastroso: vai machucar, pois ele se comporta como em uma caçada”.

Nas pesquisas que fizemos, com base em informações do Diário de São Paulo, a cada 3 dias, uma pessoa é atacada por um cão da raça pitbull na cidade de São Paulo. O Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo recolheu em janeiro de 2007, 58 cães em face de agressões, sendo que no mesmo período, por outros motivos, foram recolhidos 467 pitbulls.

A jovem Elizandra Grutzmann, 23 anos, de Chapecó/SC levou 50 pontos na cabeça e 7 na mão direita. Em Santo André/SP a menina Luana Vizignani, 6 anos, teve lesões graves, tendo de passar por cirurgia plástica após o ataque de um pitbull. Já a menina Tainá Figueiredo dos Santos, de 4 anos, de Ubatuba/SP, não resistiu ao ataque de 2 cães da raça. Em Itu/SP 3 crianças de até 7 anos foram atacadas dentro do pátio da escola, numa zona rural. Feridas nas pernas e braços passam bem. No caso da aposentada Maria Antonieta Valente, 63 anos, de Bebedouro/SP seus dois cães pitbull a atacaram. Mesmo internada não resistiu aos ferimentos e morreu. Na Alemanha, na cidade de Hamburgo um menino de 6 anos foi estraçalhado por dois pitbulls. Os animais foram abatidos a tiros, mesmo assim, as mandíbulas encravadas no pescoço do menino não puderem ser retiradas.

Esses casos ilustram ataques de pitbull, no Brasil e no exterior. Nas pesquisas, em livros, jornais, revistas, e sites, se encontrou centenas de outros relatos que preocupam, alertam e denunciam.

Não poderia deixar de citar o texto de um site sobre rinhas de pitbull: “O Pit Bull é considerado por muitos o melhor cão de combate, capaz de vencer oponentes duas ou até três vezes maiores. Sobressai-se pela coragem, agressividade, vigor, robustez, agilidade, incansável persistência, habilidade para lutar e morder (capaz de dar 7 mordidas a cada 5 segundos), grande resistência física, tolerância à dor e grande capacidade de recuperação dos ferimentos, é objetivo e calculista e sua agressividade transpõe sua resistência óssea, causando até perda de dentes quando irritado, pois pode morder qualquer coisa ao seu redor, mesmo grades de ferro. O cão é condicionado com exercícios físicos como correr em esteiras, puxar pesos, morder pneus, carregar correntes, etc. Dias antes da luta o cão é desidratado para não sangrar e para diminuir seu peso, visto que as lutas são divididas por categoria de peso. A rinha é um quadrado cercado com poucos metros quadrados e mais de 1m de altura da cerca. Os cães são lavados para evitar o envenenamento da pelugem, o que pode matar o cão adversário. Nos EUA, Inglaterra e outros países há pessoas que usam técnicas que beiram a barbaria para deixar seus cães mais agressivos. Ainda filhotes, por exemplo, os Pits são ensinados a morder e matar gatos suspensos em sacolas. Mais tarde, correm horas em gaiolas giratórias atiçados par gatos mortos, frangos ou pedaços de animais. Com isso, a agressividade foge de controle. Os donos colocam os cães face a face, cada um em seu corner, e após a ordem do juiz os soltam. A luta termina quando um dos cães morrer, não mais atacar o adversário ou pular para fora da rinha. Existem várias regras utilizadas, mas a mais aceitas são as "Cajun Rules", que é uma variação mais moderna das regras de luta. Até hoje não se conhece cão doméstico ou selvagem que consiga vencer um ótimo Pit Bull de 45-50lb”.

O canil clandestino de Canto dos Ganchos

Na comunidade de Canto dos Ganchos, a despeito da lei estadual, de procedência do Dep. Marcos Vieira, do PSDB, foi instalado um canil com adestramento da raça Pitbull. O local insalubre, não distante 30 metros do Rio Cuba, conseguiu ligação de energia elétrica sem esforço. O local não possui liberação da Vigilância Sanitária. Instalado defronte a Praça Eusébio Simão, por onde circulam pessoas. Os cães latem durante a noite e dia, sendo provocados pelo adestrador, que ostenta um relho e anda com os cães sem focinheira nas ruas do bairro.

O canil, ao que parece, pertence a empresa do ramo de vigilância da capital, mas possui endereço em Gov. Celso Ramos. Ignora e desrespeita as normas civis que prevêem o sossego, a tranqüilidade, e a segurança. Põe em risco a saúde da população, com o constante barulho e risco de ataques de cães da raça Pitbull.

A comunidade se mobilizou fazendo um abaixo-assinado para retirada do canil. Nessa semana soube-se que o local funciona parcialmente como canil, vez que o adestrador fora orientado a apenas guardar os cães no local. Ocorre, que treinamentos ou não, os latidos e ganidos dos animais continuam em diversos horários.

A empresa que é proprietária dos cães deu emprego ao adestrador; levou os cães para serem apresentados na Escola Básica Abel Capella, o que proibido pela lei; e ainda forneceu segurança gratuita a tradicional Festa de São Pedro. Motivos estranhos que nos levam a hipótese de que no intuito de limpar seu nome frente a comunidade acabaram se enterrando mais nas proibições acarretadas pela lei, que prevê para cada agravante multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

Até o momento existem quatro boletins de ocorrência (BO), dois termos circunstanciados (TC’s) em andamento, um abaixo-assinado, e o conhecimento do Ministério Público de Biguaçu (MP). O missivista do presente artigo foi agredido verbalmente por palavras de baixo calão, também por ameaças do adestrador do referido canil. Sendo que, dos quatro Boletins de Ocorrência, dois são nossos.


A população pede que volte a tranqüilidade; que a lei seja cumprida e o canil se retire com urgência; que o bairro receba infra-estrutura adequada com equipamentos urbanos decentes: praças, centros culturais, jardins, trapiches ao pescador artesanal, local para esportes. Distante do que se apresenta.

(*) William Wollinger Brenuvida é escritor-poeta. Especialista em Direito Processual Penal. Estudante de Jornalismo.

Fonte:

Jornal O Rebate


17 Comentários:

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Esta postagem foi removida pelo administrador do blog.

Por Anonymous Anônimo, às 8 de setembro de 2008 12:02
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Olá!

Adoro animais e especialmente cachorros, de todas as raças. Não posso passar em frente um portão com um cachorro q vou logo acariciar. Mesmo os pit bulls. Acredito no bom senso do criador,pois ele é o animal racional, não o cão, q é instintivo. Se ele maltrata, bate, atiça, claro q o cachorro será violento. Ainda mais cães fortes como o pit bull. Conheço vários que convivem perfeitamente com outros cães de raça menor em casa, até mesmo com gatos, sem brigar, pois seus donos os trata de maneira dócil, como membro da família.
Não sei como pode existir pessoas que gostam de ver animais brigando, se matando.. é horrivel! Não posso imaginar do que eu seria capaz de fazer com uma pessoa destas!
Enfim, deixo aqui meu sentimento de revolta pelos donos inconscientes e pelos admiradores de luta com cãese outros animais. eles sentem dor e sofrem como nós.
Obrigada.

Por Anonymous Vanessa-Atibaia/SP, às 4 de fevereiro de 2009 18:19
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Gostaria que lesse meu post sobre o assunto: http://faleconoscoemude.blogspot.com/

Por Blogger Sadlac Xavante, às 2 de março de 2009 10:04
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Também amo os animais e em especial os cães, tenho um cão da raça Pit Bull que convive comigo e minha esposa e mais dois poodles, o cão é muito hamonioso e dócil, é apenas muito forte, e até hoje nunca rosnou ou quis bater nos outros, tudo é uma questão de como voce cria seu cachorro, ele pode até ser um vira latas que pode se tornar violento da maneira como vc o cria, vamos parar com essa história de que os Pit Bulls são cães violentos... Violentos são seus dono que os criam pra se tornarem cães assassinos.

Por Anonymous Márcio/ Cuiabá/MT, às 13 de abril de 2009 14:28
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olá!
Peço desculpa desde ja mas começo por discurdar do artigo!
Poupem a sociedade a estes estereotipos ofencivos e depressiativos!!!
hitler foi um assassino e nem por isso mataram todos os que a ele se assemelhavam!"!!!
Pit bull é um animal docil, carinhoso e sensivel.Altamente protector!!!!
se alguém te fizer mal tu nao esquecerás e naturalmente nao deixaras que te voltem a tentar fazer o mesmo, pois bem o mesmo se passa com os animais nao so desta raça mas de todas as raças.
como toods nós sabemos as crianças têm por habito brincar com os animais como se fossem brinquedo puxando as orelhas apertando o nariz puxando os bigodes até á exaustao do animal....
Como se sentiria no lugar de um animal nestas condições? tentaria sertamente se defender mas voce fala e o animal nao tem outra forma de expressao activa.
Parem de fazer do pitt bull o diabo ao cimo da terra, olhem para voces mesmos e para o mundo onde vivemos, guerras sem fim a vista que nao sao começadas por pitt bull mas por homens como nos...
tambem vao pedir o extreminio da nossa raça??????

Por Anonymous Patricia sousa, às 27 de abril de 2009 20:09
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Todos os seres vivos tem seu momento de agressividade,até os bons adultos até que sejam maltratados ai aparece a sua verdadeira personalidade de reação, os animais são assim também.
Uns mais que outros que é o caso dos pitbuls.Todo o tipo de objeção com relação ao assunto ou os que adoram esta raça deviam calar diante de uma criança morta ou estraçalhada.
Reflitam qual a melhor solução para que os seres humanos não fiquem sendo estraçalhados por cães.E se fosse um dos seus...correria para esconder o cachorro e deixaria seu proprio filho agonizando?
Não quero crianças mortas e nem cães extintos.É PRECISO UMA SOLUÇÃO LÓGICA, pessoas são importantes,crianças merecem proteção,cães precisam ter sua função definida dentro de cada família que se dispõe a tê-los.
Eu gosto muito de cães.
Mas não posso permitir que mordam pessoas por que é o extinto dele,uma solução precisa ter.

Por Blogger ArteItaFá, às 5 de maio de 2009 00:26
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É isso ai, tem que abater os donos que são responsáveis pelo comportamento dos seus animais.

Por Blogger EstiloRs, às 5 de maio de 2009 14:59
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onde ja se viu proibi uma koisa onde os kumpados não são os animais e sim o ser humano!

Por Blogger dara, às 2 de junho de 2009 17:38
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Seja qual for o aninal sendo criado por um idiota, pode ser uma arma mortal, só tenho uma coisa simples a dizer não só os pits como qualquer outra raça de cão nada mais é do que a pessoa que cria ele... Ou em raros casos as pessoas invaditeram seu territorios pois com qualquer cão é descendente dos lobos são territorialistas, e sempre existe ierarquia e outro aninal entrando em seu territorio com certeza ele ira defende-lo.Obs falei aninal pois para os cães nos somos mais animais, e na verdade pior do que eles pois nos raciocinamos e sabemos o que podemos ou não fazer!!!!

Por Anonymous Anônimo, às 7 de julho de 2009 22:04
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o que é mesmo ridiculo é continuarem a referir-se à raça em si e nao a quem as torna violenta! ponhama porcaria da cara das pessoas que tornam estes seres completamente inocentes, agressivos..eu tambem sei matar se me ensinarem, tambem ser educada se me educarem. ha caes muito mais inteligentes que certa gente que anda ai..

Por Blogger Rita, às 7 de setembro de 2009 10:30
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Gente, acordem pra realidade!!! Não existe pit bull 'dócil'! Eles são frutos de cruzamento de cães de guerra, e mesmo que nunca tenham atacado ninguém, ou mesmo que nunca alguém os tenha provocado, eles atacam! Digo isso porque Deus livrou da morte meu filho de 1a7m e seu primo de 2 anos, que estavam passando pela rua com minha sogra e cunhada e foram surpreendidos por um pit bull! E vocês acham que ele queria atacar minha cunhada??? Ele queria as duas crianças que foram jogadas pra dentro de uma manilha que estava em pé numa calçada, cheia de detritos de obras. Realmente foi por Deus que eles escaparam... O cão chegou a levar chutes, mas só foi dominado quando o dono veio buscá-lo, e com muito arranhão e força conseguiu levá-lo embora. Nessa hora nunca tem alguém 'disposto' a ajudar, só pra ver de longe...

Digo novamente: não existe pit bull dócil. Todos eles atacam, e quando o fazem, é pra matar mesmo!!!
Coloquem no google.com.br 'pit bull ataque' e vejam quantas notícias sobre.

Por Anonymous Priscilla Marinho, às 16 de novembro de 2009 17:30
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eu acho que e os donos que os ponhem maus . eu acho que nao a raças perigosas mas sim a culpa e dos donos e nao dos animais os donos nao lhes dao atençao nem carinho e eles ficam maus e tambem a donos que os usam para as lutas e depois eles ficam maus eu xa tive uma dog argentina e ela era muito mansinha mas infelizmente tive de a dar e desde essse dia que os novos doninhos nao me dissem nada nao consigo conecta-los
nem sequer lhe mandar um email porque ele nao me responde estou muito preocupada com a minha meninae tenho muito medo que ele a ponha ma

Por Blogger ana, às 5 de dezembro de 2009 20:15
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''adoro animais,tenho quatro,um pitbul,um pastor alemao, uma pinche e um gato., Todos eles convivem em armonia, inclusive o pit com o gato.Todo animal tem seu instinto selvagem,si sentir ameacado com serteza partira para o ataque.As pessoas e que tem qui si concientizar,os animais sao inrracionais,equanto nos seres humanos somos racionais.O animal e o espelho do dono,si o dono tratar com carinho ele retribuira com carinho,si tratar com violencia o animal sera completamente agrissivo. Ates di condenar os animais,julgue os donos,estis sim sao responsaveis pelos seus atos''

Por Anonymous Anônimo, às 18 de dezembro de 2009 21:46
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ANTES DE CONDENAR OS ANIMAIS JULGUE OS SEUS DONOS, ELES SIM SAO RESPONSAVEIS PELOS SEUS ATOS.

Por Anonymous Anônimo, às 18 de dezembro de 2009 21:50
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Na minha opinião são os donos que fazem o cão! Pois se eu o maltratar, atiçar e etc, o cachorro vai querer se defender assim se tornará um cachorro agressivo. Eu tenho uma Pitbull que se chama Mel, ela é muito docil e ama brincar com sua bolinha !
Ela adora um carinho!! Por isso é que eu sou contra que só os cachorros Pitbull que atacam, pois eu já fui atacada quando pequena por um vira-lata!

Por Anonymous Josiane - Fronteira /MG, às 20 de janeiro de 2010 14:03
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O seu conhecimento sobre a raça se limita ao que a midia divulga,Veja as estatisticas sobre ataque de caes e vai descobrir que o numero de ataques de caes vira-latas(srd) é bem maior que os de pit bulls, Mais não vende jornal falar sobre ataques de vira-latas

Por Anonymous Anônimo, às 2 de abril de 2010 13:10

vc é um valenta fofoqueiro
vc me mete nojo

Por Anonymous Anônimo, às 16 de abril de 2010 17:04