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quinta-feira, 3 de março de 2011

Nacional

13/01/2011 | 21h00m Resgatada diz que cão mordeu e ela teve de soltá-lo: "Eu ia morrer"; veja vídeo Ela deixou o cachorro de estimação ser levado pela água para escapar. Cena do salvamento foi registrada por uma equipe de televisão.

© Glauco Araújo/G1

Ilair foi salva por uma corda

“Eu pensei que ia morrer, mas pedi, pelo amor de Deus, que meus vizinhos não me deixassem morrer ali”. Foi dessa maneira e com os olhos mareados que a dona de casa Ilair Pereira de Souza, 53 anos, resumiu, nesta quinta-feira (13), os momentos de pavor que passou pendurada em uma corda ao ser socorrida por vizinhos na enxurrada da noite desta quarta-feira (12), em São José do Vale do Rio Preto, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O momento do salvamento foi gravado por uma equipe de televisão. (Veja o vídeo abaixo). “Nunca tinha feito um nó em corda na minha vida. Quando jogaram a corda, me amarrei rapidinho que nem sei como fiz aquele nó. Estava com tanto medo que o nó fosse fraco que me agarrei como nunca na corda”, disse Ilair, que é conhecida na região como Pelinha.

Mulher que foi salva por corda
Ilair mostra a mordida do cachorro (Foto: Glauco Araújo/G1)

A cena registrada pela Intertv mostra o momento em que dona Pelinha solta o cachorro, Beethoven, que ela tentava socorrer junto com ela. “Ele mordeu meu braço para tentar escapar, mas não consegui segurá-lo. Se eu tentasse ajudá-lo, eu iria morrer. Coitadinho, ele ficou me olhando com aquele olhinho triste e se foi naquela água. Não tinha o que fazer”, disse ela, mostrando a marca da mordida no braço esquerdo.

Fumante desde os 9 anos, Pelinha disse que não sabe como encontrou força nos braços e nem como teve fôlego para suportar o momento em que ficou submersa na enxurrada. “Acho que se não fosse fumante não conseguiria escapar”, afirmou a dona de casa, em tom de brincadeira.

Desde que se viu livre, em solo firme, Pelinha não conseguiu dormir. “É fechar os olhos e parece que toda aquela cena volta a acontecer comigo. Ainda está muito recente, ainda estou abalada com aquilo tudo. Mas uma coisa nunca vou cansar de fazer que é agradecer aos meus vizinhos por terem jogado aquela corda.”

Pelinha disse que tentou se escorar sobre uma laje, imaginando que o local seria resistente à força da água. “Foi como papelão, um pedaço daquela laje ainda caiu em cima de mim. Meu irmão queria me socorrer, mas não podia, pois se ele fizesse isso nós dois iríamos morrer”, lembrou Ilair, aos prantos.

“Foi um momento muito difícil ver minha irmã naquela situação e ter de escolher entre ajudá-la e morrer, ou se salvar e deixar que ela conseguisse sair com a corda. Felizmente deu tudo certo”, disse o pedreiro Carlos Alberto Pereira de Souza, 46 anos.

“Agora, estou na casa de meu irmão, mas devo me mudar para a casa do pai dos meus filhos e ficar lá até arrumar onde morar. Ainda não sei para onde vou”, disse dona Pelinha. A casa do irmão fica na frente do local onde ela foi salva.

OBS:Eu pensei que o video mostrava o câo mordendo essa senhora..mas tudo bem que e engraçado...


http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1409724-7823-IMAGENS+MOSTRAM+RESGATE+DRAMATICO+EM+SAO+JOSE+DO+VALE+DO+RIO+PRETO+RJ,00.htmlhttp://www.reporternews.com.br/noticia.php?cod=309737

domingo, 28 de novembro de 2010

Poodle morre ao salvar menino de pitbull

Publicada em 12/06/2008 às 22:27

Carlos Brito - Extra
Pitbull mata poodle que protegeu o dono em Paciência. Gabriel e Fabiana ficaram assustados com ataque do pitbull Hanna - Foto: Carlos Brito / EXTRA RIO - A vida do pequeno Gabriel de Oliveira Domingos, de apenas 4 anos, recomeçou exatamente às 17h30m da última quarta-feira. E o menino sabe que deve isso a Belinha, a poodle toy que ele e sua família criaram com carinho nos últimos dois anos. Foi ela quem salvou Gabriel do ataque de Hannah, uma pitbull de quatro anos de idade. Belinha impediu o avanço da cadela, que tinha, como objetivo principal, atacar o menino. As conseqüências para a poodle foram fatais: mordida no pescoço, arrastada e pendurada pela pitbull, ela não resistiu sos ferimentos e morreu. Agora, está enterrada nos fundos do quintal da família do menino, local onde o fato aconteceu (fórum: seu animal de estimação já teve um dia de herói?) .
A tarde de quarta-feira estava quase no fim. Gabriel e um outro menino brincavam no chão da varanda da casa do primeiro - que fica na localidade de Manguariba, em Paciência. A mãe de Gabriel, Fabiana Venâncio de Oliveira, de 31 anos, estava no interior da casa. Ela se preparava para sair quando, de repente, começou a ouvir os gritos do filho. Desesperada, correu para o lado de fora. Foi quando ela viu que Hannah já estava com Belinha entre os dentes. Apenas mais tarde, quando a poodle já havia morrido, Gabriel explicou à mãe o que havia acontecido.
- Eu estava distraído, brincando no quintal, quando olhei para o portão e vi que a Hannah já havia entrado e corria na minha direção. Não sabia o que fazer. Ela já estava bem perto de mim, com a boca aberta, quando a Belinha a viu e correu na direção dela. Ela ficou entre mim e a pitbull e começou a latir para me defender. Foi quando a Hannah avançou sobre ela e a pegou pelo pescoço. Senti muito medo - relembrou Gabriel.
Belinha salvou o menino Gabriel do ataque do pitbull Hanna, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu - Foto: Reprodução
Logo depois de morder Belinha, a pitbull levou a poodle para o lado de fora. Mesmo diante dos gritos de Gabriel, de Fabiana, e de moradores da rua, Hannah continuou mordendo sua presa, sacodindo Belinha pelo pescoço. Alguns moradores do local tentaram fazer com que Hannah largasse a poodle - o que não aconteceu.
A agonia de quem assistia só chegou ao fim depois de mais de meia-hora, quando a pitbull enfim largou a poodle e voltou para dentro de seu quintal. Belinha não sobreviveu à pressão exercida contra seu pescoço durante tanto tempo.
- Eu sempre gostei tanto dela. Era a minha amiguinha. A Belinha já era praticamente parte da família. Sempre brincava comigo. E agora, só porque tentou me defender, ela foi embora. Queria que ela estivesse aqui comigo, mas sei que isso não vai mais acontecer - lamentou o pequeno Gabriel, ontem pela manhã.
Uma prova de que o menino não exagerou quando disse que a pequena poodle já fazia parte da família pode ser vista facilmente nos fundos do quintal onde ele vive com a mãe. Lá, um pequeno amontoado de areia e pequenas pedras marca a cova rasa que recebeu o corpo de Belinha.
Momentos de tensão Para os moradores da Travessa M, onde está localizada a casa de Gabriel e sua família, os 30 minutos seguintes ao momento em que Hannah agarrou Belinha pelo pescoço foram tensos e marcados pela imagem do pequeno poodle morrendo aos poucos na boca do pitbull.
- Estava na rua quando ouvi os gritos de Fabiana e dos outros vizinhos. Cheguei mais perto para entender o que estava acontecendo e vi que a Hannah estava matando a Belinha. Eu e outras pessoas da rua corremos para tentar impedi-la - disse o estudante Patrick Consciano, de 17 anos.
Ele e um grupo de pessoas começaram a chutar e bater na pitbull para tentar fazer com que ela soltasse a poodle. Foi inútil: Hannah não largava de sua presa.
- Chegou a um ponto em que pegamos paus, pedras, e até vassouras para atingir a Hannah. Batemos com tudo o que encontramos pela frente, mas ela simplesmente não largava a poodle. pelo contrário: quanto mais nós batíamos nela, mais ela ficava agressiva. Passava a sacodir Belinha pelo pescoço com mais raiva - descreveu Patrick.
Apenas depois de meia-hora Hannah, por conta própria, decidiu largar o que, àquela altura, era o corpo morto de Belinha. Revoltados com o que havia acontecido, os moradores entraram foram até um Destacamento de Policiamento Ostensivo do 27º BPM (Santa Cruz). Os policiais foram até o local. Eles levaram Fabiana até a 36ª DP (Santa Cruz). Posteriormente, o dono da pitbull, Alberto Luiz Araújo da Silva, de 32 anos, também foi à unidade.
Na tarde desta quinta-feira, o EXTRA tentou contatá-lo por meio dos dois telefones que ele deixou no registro de ocorrência. Ele, entretanto, não foi encontrado. O primeiro número era de um celular que estava na caixa postal. No segundo, uma mulher atendia e dizia que não havia ninguém chamado Alberto Luiz ali.
Na delegacia, ele foi indiciado na contravenção penal de omissão de cautela na guarda ou condução de animais - um delito de pequeno potencial ofensivo cuja pena varia de 10 dias a dois meses de prisão aberta ou semi-aberta, além de multa.
Ontem pela manhã, a própria Fabiana e outros moradores da travessa disseram que o incidente aconteceu porque o cão foi incitado pelos donos a atacar crianças que brincavam na rua. A inteção do dono do pitbull é justamente o que a polícia pretende descobrir com o inquérito que foi aberto para investigar o ocorrido na Travessa M.
- Vamos tentar verificar se a agressão cometida pelo cachorro aconteceu por um descuido ou se o animal foi encorajado por seu dono a fazer aquilo. Caso a primeira possibilidade seja comprovada, trata-se de fato de um crime menor, com uma pena baixa. Entretanto, se descobrirmos que o dono do animal o soltou propositalmente, ele poderá ser indiciado no crime de tentativa de lesão corporal - informou o delegado-adjunto da 36ª DP (Santa Cruz), João Dias.

Fonte:
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/06/12/poodle_morre_ao_salvar_menino_de_pitbull-546780814.asp