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quarta-feira, 9 de março de 2011

Cães atacam mais crianças

Cães atacam mais crianças

Terça-feira, Abril 20, 2010

20/4/2010

Agência FAPESP – Quase metade dos casos de ataques por cães em São Paulo envolvem crianças e adolescentes, segundo levantamento da Secretaria Estadual da Saúde.


Levantamento feito pela Secretaria da Saúde de São Paulo aponta que quase metade das notificações de ataques por cães no Estado ocorre em crianças e adolescentes

Das 341,6 mil notificações de ataques de cães pelos serviços de saúde do Estado no período de 2005 e 2009, 25,3% foram em crianças – 14,8% em crianças de 5 a 9 anos e 10,5% entre de 0 a 4 anos.

Adolescentes de 10 a 19 anos responderam por 17,5% das notificações. Somadas, crianças e adolescentes foram vítimas em 42,8% dos ataques. Idosos vieram em seguida, com 12,7% dos ataques envolvendo pessoas com mais de 60 anos.


Adultos entre 20 e 29 anos responderam por 12,5% dos ataques de cães. As demais ocorrências envolveram pessoas de 30 a 39 anos (11%), entre 40 e 49 anos (11%) e entre 50 e 59 anos (10%).


O levantamento apontou ainda que, do total de agressões registradas, 55% foram contra homens, 34% dos ferimentos foram considerados profundos, contra 6% dilacerantes e 60% superficiais. Houve múltiplos ferimentos em 38% das ocorrências.

A vacina contra a raiva não é mais aplicada na barriga, diferentemente do procedimento em décadas anteriores. São cinco doses no braço do paciente. De acordo com a secretaria, o último caso de raiva humana no Estado de São Paulo foi registrado em 2001.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina contra a raiva humana gratuitamente em postos de saúde e hospitais públicos. A relação dos endereços pode ser conferida pelo site do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria, no endereço www.cve.saude.sp.gov.br/htm/imuni/posto_sorod1.htm.

Mais informações: www.saude.sp.gov.br

sábado, 19 de junho de 2010

Mordidas de cães


Mordidas de cães: levantamento mostra que crianças estão entre as principais vítimas
Seg, 26 de Abril de 2010 15:11

Os bichos de estimação são um excelente estímulo para as crianças, não há dúvida. Costumam ser fiéis e companheiros, mas podem nos surpreender vez ou outra. De acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, as crianças e os adolescentes representam 42,8% dos atacados por cães no Estado. “Muitas crianças tratam o cachorro como um bichinho de pelúcia, elas gostam de apertar, mas o animal não gosta. Isso pode provocar um ataque”, afirma Ana Beatriz Bontorim, coordenadora da ORG Criança Segura.


O levantamento se baseou em mais 341 mil ataques de cães notificados pelos serviços de saúde entre 2005 e 2009. Ele mostra que crianças que têm entre 5 e 9 anos são as maiores vítimas dos cães. Elas representam 14,8% do total de notificações. “Essa é uma fase de descoberta, as crianças querem testar os limites e às vezes se excedem ao brincar com os animais, por isso é fundamental que os pais orientem as crianças”, diz Ana Beatriz.


O segundo grupo mais afetado é o de crianças entre 0 e 4 anos que respondem por 10,5% dos ataques. Mas tenha calma, não é preciso afastar seus filhos dos cães, basta tomar algumas precauções para que eles convivam em harmonia. “Os pais devem ensinar as crianças como tratar um animal e não devem permitir que eles brinquem com cachorros desconhecidos.”

A seguir, veja algumas dicas para crianças e animais conviverem sem riscos.

- Ao visitar uma casa que tem cachorro não deixe que seu filho brinque com o animal. Peça ao dono do cão para prendê-lo, assim seu filho ficará mais seguro;

- Antes de adquirir um animal, se possível, pesquise sobre a raça. Alguns cães, por exemplo, não gostam de crianças;

- Se o bicho já fazia parte da família antes da criança nascer, “apresente” o bebê logo nos primeiros dias para evitar ciúme. Deixe que ele cheire a criança e, assim, entenda que ela é mais um membro da casa;

- Ensine seu filho a tratar do bicho com respeito. Mesmo os que gostam de crianças podem atacá-las instintivamente se forem agredidos. Por isso, não deixe que elas batam no animal, arranquem seus pêlos nas brincadeiras ou que o interrompam durante as refeições;

- Mesmo que o seu bicho seja dócil, convém supervisionar as brincadeiras quando as crianças estiverem por perto.

E em caso de acidente...

Se a criança for mordida, deve-se lavar a ferida com água corrente e buscar assistência médica (posto de saúde ou hospital) em seguida. O médico irá avaliar a necessidade ou não de vacinar a criança contra raiva. Em geral, ele leva em conta a origem do bicho (se for cão de rua, por exemplo). A família não é obrigada a se desfazer do animal depois do acidente. Antes de tomar alguma decisão precipitada, convém observá-lo por alguns dias. Se ele estiver dócil, saudável e com as vacinas em dia (principalmente a anti-rábica), não há riscos.

Fonte:
Mordidas de cães: levantamento mostra que crianças estão entre as principais vítimas