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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ataques a cães-guias levam ativistas a protesto

domingo, 17 de junho de 2012

  No Reino Unido.

Instituição de caridade alerta para o número de ataques que chegou a oito



A ideia da instituição é incitar o governo a introduzir microchips obrigatórios em todos os cães-guias para protegê-los contra ataques agressivos.

As informações dadas pelo portal do jornal Daily Mail na madrugada desta segunda-feira (11) mostram que ministros anunciaram planos em no mês de abril para tratar dos cães perigosos, no entanto o pacote de medidas não inclui a implantação de chips nos animais que auxiliam os cegos, gerando discórdia em diversos setores da sociedade.

Jemma Brown, de apenas 23 anos, já teve seu cão-guia Gus atacado seis vezes.

— Um dos piores ataques ocorreu na saída de um café. O animal veio correndo em nossa direção, derrubou Gus no chão e o seu dono não conseguia controlá-lo. Então, começou a bater na cabeça do seu cachorro para tentar impedí-lo de matar o meu cão. É claro que o Gus ficou seriamente machucado e não pode fazer nada por três semanas.

Richard Leaman, da Associação de Cães Guias para Cegos, compareceu ao programa de televisão The Today para debater o tema e declarou:

— Os cães-guia não recebem qualquer contribuição de verba do governo e cada um deles nos custa R$156.965,00 (£50.000,00). Portanto, o prejuízo não é só para o dono e o cão, mas também para a instituição de caridade, que deveria estar gastando este dinheiro com o bem-estar dos deficientes.

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O ativista acredita que é inconcebível algumas pessoas ainda treinarem cães para serem agressivos. Para ele, estes ataques aos animais deveriam ser entendidos como um ataque à pessoa, já que o cego está desavisado e exposto a maiores riscos.

Ele ainda completa que há três anos o número de cães-guias atacados chegavam a no máximo três ou quatro por mês. O número ter aumentado para oito só prova o quanto a situação está piorando.

Crowdrey, o gerente da instituição, luta por resposta mais ativa da polícia em casos destes tipos de incidentes.

— Nós queremos dar poder para que eles [os policiais] tratem estes ataques a um cão-guia como se fossem ataques a seres humanos.

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http://entretenimento.r7.com/bichos/noticias/respostas-do-quiz-voce-reconhece-os-animais-so-pela-sombra-20110615.html

Fonte: R7

domingo, 24 de outubro de 2010

DNA de cachorro ajuda Justiça britânica

19/03/2010 - 12h27

A condenar dono por homicídio

  • O cachorro Tyson foi solto por seu dono, Chrisdian Johnson, para perseguir a vítima e impedir sua fuga
A Justiça britânica usou o DNA de um cachorro para condenar um membro de uma gangue londrina pelo assassinato de um adolescente no ano passado.
A condenação – a primeira a usar um exame de DNA de um cão na Grã-Bretanha – ocorreu na última quinta-feira. Nesta sexta-feira, o réu foi sentenciado à prisão perpétua e terá que cumprir 24 anos de pena para poder tentar diminuí-la.
O caso ocorreu em abril de 2009, quando Chrisdian Johnson, de 23 anos, usou seu cão para perseguir e atacar Oluwaseyi Ogunyemi, de 16 anos, antes de matá-lo a facadas.
A partir do exame de DNA do sangue encontrado no local do crime e na vítima, a polícia foi capaz de provar que o cão de Johnson participou do assassinato.
Além disso, quando foi preso, o réu tinha as mãos cheias de sangue de sua vítima e de seu cachorro, que acabou ferido durante o crime.
Para completar a cena, um rastro de sangue do animal foi encontrado entre o local do assassinato e a casa de Johnson.
Com base nessas evidências, Johnson acabou condenado por homicídio doloso.
O crime
A vítima, também conhecida como Seyi, estava acompanha de seu amigo Hurui Hiyabu em um parque no sul do Londres quando foram perseguidos por cerca de 20 membros de uma gangue.
Johnson, líder do grupo, então soltou seu cachorro Tyson, um cruzamento entre as raças pit bull e mastife, para perseguir as vítimas, que foram pegas quando tentavam pular uma cerca. Uma outra pit bull chamada Mia também participou da perseguição.
Enquanto os cães mordiam as vítimas e a gangue as espancava, Johnson as esfaqueava. Seyi recebeu seis facadas e Hiyabu nove.
"Na hora do ataque, ambos os cachorros foram soltos. Então eles perseguiram, jogaram no chão e atacaram ferozmente suas vítimas, dando aos seus donos humanos uma vantagem, permitindo a eles então chegar às vítimas para esfaqueá-las", narrou ao júri o promotor do caso, Brian Altman.
Seyi morreu no local, mas seu colega conseguiu sobreviver, apesar das facadas, mordidas e pancadas que recebeu.
O ataque teria sido em decorrência de uma disputa entre gangues londrinas rivais.
  • Seyi recebeu seis facadas, além das mordidas dos cachorros
DNA do cachorro
A partir de um novo banco de dados de DNA de cachorros e de uma nova técnica para analisar esse material, a polícia britânica agora é capaz de identificar a participação de um cão em um crime.
"A técnica que nós temos é a primeira na Grã-Bretanha que nos permite ligar uma amostra a um cachorro específico com um grande nível de certeza", disse o zoologista forense Rob Ogden.
Segundo os cientistas, o DNA do cachorro não pode servir como prova categórica de que uma pessoa estava em uma cena de crime, mas pode ser uma evidência muito forte.
"Por exemplo, se o animal de estimação de alguém esteve em um lugar e deixou pelos ou sangue lá, então relacionar aquele animal ao seu dono que é suspeito do crime pode ser uma evidência muito clara", explicou Ogden.
O investigador do setor de homicídios da polícia de Londres destacou a importância dessa nova técnica.
"Os avanços com relação ao DNA de cachorros e ao trabalho forense significa que, agora, qualquer pessoa que possui um cachorro e o usar para atacar pessoas pode ser identificada e processada", disse.