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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Você quer acabar com os pit bulls?

Enviado por Juliana Vines, 04/03/2010 às 13:15


Andrei Francisquini/ Gazeta do Povo
Andrei Francisquini/ Gazeta do Povo / Lei pode determinar que todos pit bulls machos sejam castrados.Lei pode determinar que todos pit bulls machos sejam castrados.
http://www.gazetadopovo.com.br/blog/bloganimal/?id=979563
Na próxima quarta-feira será votado no Senado um projeto de lei que prevê que, a partir de 2011, seja proibida a reprodução de pit bulls. Todos os machos da raça deverão ser castrados. Em alguns anos, essa medida resultaria na extinção da raça no Brasil.O projeto também enquadra outras 16 raças como perigosas e, caso a lei seja aprovada, elas só poderão circular em público com coleira e focinheira. Entre as raças estão rotweiller, pastor alemão, komondor, akita e schnauzer gigante.
Para alguns, a lei é considerada inconstitucional; para outros, é uma medida necessária. Veja mais detalhes do debate na matéria publicada hoje na Gazeta.
O que você acha? Concorda que os pit bulls sejam extintos?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dono poderá pegar de 3 meses a 20 anos


Dono poderá pegar de 3 meses a 20 anos de detenção por ataque de cão

Os proprietários de cães de 17 raças consideradas perigosas poderão ser responsabilizados civil e penalmente por danos causados pelos animais. Projeto de lei que deve ser votado hoje pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado proíbe, caso seja aprovado, até a reprodução de cães da raça Pitbull em todo o País, com obrigatória dos machos. O projeto, em caráter terminativo, tramita há dois anos e veda a circulação dos animais “perigosos” em locais públicos – só com uso de coleira e focinheira.
Em caso de ataque, as penas para os proprietários podem variar de três meses de – por lesão corporal simples – a 20 anos de prisão, caso seja comprovado doloso, no qual os donos incitam os animais a matar. Em caso de culposo (sem intenção de matar), o projeto prevê para o proprietário pena de 1 a 3 anos de prisão.
Além das 17 raças “perigosas” – Rottweiler, Fila, Pastor Alemão, Mastim, Dobermann, Pitbull, Schnauzer Gigante, , Boxer, Bullmastiff, , Dogue Argentino, Dogue de Bordeaux, Grande Pirineus, Komondor, Kuracz e Mastiff -, o poder público poderá indicar outras raças perigosas a serem fiscalizadas. Se o dono for flagrado circulando em local público, com cachorro sem coleira, corrente e focinheira, terá o animal apreendido e deverá pagar multa de R$ 100. A fiscalização ficará a cargo dos municípios – e, caso a multa não seja paga, os órgãos municipais serão também responsáveis pelo sacrifício dos animais, outra ação prevista no projeto.
Pela legislação atual, não há regra específica para responsabilização de proprietários de cães no Código Penal – nas decisões judiciais a esse respeito, geralmente a Justiça leva em conta o artigo 132 do Código, que trata de exposição de pessoa a perigo direto e iminente. “É necessária legislação específica, para poupar ao Judiciário o esforço de uma construção, que muitas vezes se revela problemática quando se trata de matéria penal”, justificou o autor do projeto de lei, senador Valter Pereira (PMDB-MS). O texto original, no Senado desde 2008, sofreu emendas e recebeu parecer favorável do relator, senador Gim Argello (PTB-DF).
Na justificativa do projeto, o senador ressalta que os animais são usados como cães de guarda e, frequentemente, acabam submetidos a condições que acentuam o comportamento agressivo do animal. “Criados por pessoas despreparadas e utilizados em funções para as quais não estão aptos, eles se transformam em verdadeiras armas, com potencial de periculosidade que não pode ser subestimado”, justificou o senador. O projeto também prevê que todos os cães dessas raças sejam registrados nos municípios em que o dono residir.
POLÊMICA
Entre os pontos mais polêmicos do projeto de lei está a proibição total da reprodução de cães Pitbull – o que significa, caso a lei seja aprovada, a da em território nacional. “Esse ponto é completamente inconstitucional”, diz o superintendente da Confederação Brasileira de Cinofilia, Carlos Manso. “Ainda é preciso ver se vai passar pelo Senado, mas, caso seja, parece simples para qualquer criador derrubar. A própria Confederação vai se manifestar, talvez até judicialmente, caso esse ponto seja aprovado.” No caso de desrespeito à lei, o proprietário ou criador cumprirá pena de 1 a 4 anos de .
Outro ponto que já causa polêmica, segundo Manso, é a definição, no projeto de lei, de quais raças podem ser classificadas como “perigosas”. “Cada cão é reflexo do seu dono. Se for um cachorro bem tratado, bem educado, e se ficar longe de situações de agressividade, a probabilidade de que cause problemas é baixa”, disse Manso. “O cão que mais ataca seu dono, reconhecidamente, é o poodle. Então, como dizer qual é mais ou menos violento?”
Apesar das polêmicas, a questão principal da lei – responsabilização dos donos pelos danos causados pelos animais – recebeu avaliação positiva até entre criadores ouvidos pelo Estado.
“O proprietário tem de ser responsável, porque é geralmente o dono quem faz com que o cão seja agressivo, seja assumindo postura violenta com ele, ou mesmo com algumas atividades que ressaltem sua agressividade, como fazer “cabo de guerra” com o cão, por exemplo”, disse o presidente do Clube Paulistano de Cinofilia, Pedro Favaretto. “E mesmo o fato de usar focinheira, ou coleira, é ponto que muitos já enxergam como unanimidade, uma vez que é difícil prever quando o animal pode se assustar ou ter uma reação inesperada e atacar. Melhor prevenir.”
PELO MUNDO
EUA: proprietários são condenações a até 4 anos de prisão, em caso de morte causada por um de seus cães
Inglaterra e Noruega: proibiram a criação de Pitbull
Portugal e Bélgica: regulamentaram a criação e os cuidados que os proprietários devem ter, como uso de focinheira
Dinamarca: além da proibição dos Pitbulls, do Tosa – raça japonesa de grande porte – e de suas variações, todos os cães do país devem ser registrados nos órgãos do governo e identificados com microchips ou tatuagens. A polícia tem o poder de obrigar que determinado cachorro use focinheira para sair na rua
França: em 2000, proprietários de Pitbull foram obrigados por lei a esterilizá-los e registrá-los. Esses cães não podem viajar em transporte público e têm de estar em locais públicos de focinheira e coleira.
Outra exigência: o dono de um Pitbull não pode ter antecedentes criminais. Além disso, a compra, importação e cessão podem ser punidas com até seis meses de prisão
Via estadao.com.br
Imagem: Ilustração/Divulgação
http://blogs.jovempan.uol.com.br/petrede/bicharada/caninos/dono-podera-pegar-de-3-meses-a-20-anos-de-detencao-por-ataque-de-cao/


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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Cães agressivos?


Cães agressivos?
...cães maus e agressivos, mas em que situações?
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Domingo, 01 de Dezembro 2002
Autor: Cristina Alves, MV: Hospital Veterinário Principal

Cães agressivos?
Uma das maiores preocupações actuais, exacerbada por algum exagero da comunicação social prende-se com os cães agressivos. Chegou-se inclusivé ao extremo de apontar determinadas raças como potencialmente perigosas.

É sabido que ao contrário do que se passa na nossa sociedade em que o pai é ( ou deveria ser) sempre respeitado pelo seu filho, com os animais isso não acontece. É perfeitamente normal um filho disputar com o seu pai a liderança da matilha.

Quando dois cachorros brincam fazem-no numa simulação de luta, estando um animal zangado com o outro. Quando ralhamos com um cão sem estarmos zangados, ele entende essa atitude como um convite à brincadeira.

Quando escolhemos um animal incluímos nossas fantasias e desejos , esquecendo que ele irá conviver connosco durante bastantes anos. Essa situação tem criado muito problemas visto que amiúde não existem preparação para determinadas raças de animais com temperamento dominante. Se a aquisição de um caniche poderá dar problemas mas não representa um risco caso a educação seja deficiente.

O mesmo não acontecerá com um animal de grande porte. Os danos resultantes de um ataque serão sem dúvida mais extensos.
Um dono agressivo tenderá a ter uma animal agressivo e um dono nervoso um animal nervoso.

- todos os cães, sem excepção, mordem por medo. Os dentes do cão dentes formam a sua ferramenta de trabalho e os seus meios de defesa. O medo faz parte da estrutura biológica dos animais. É o instinto de sobrevivência que nos conserva vivos diante dos perigos. A coragem, proporciona a possibilidade de vencer os medos. Um cão corajoso teme uma menor quantidade de situações e, consequentemente tem menos motivos para morder. Um cão agressivo ou é pouco corajoso ou é mal educado.

O conceito de treinamento de ataque, mesmo entre alguns treinadores, está mal estruturado. Opta-se por ensinar ao cão a estranhar pessoas. Esta é a melhor forma de se preparar um cão para um ataque acidental.

A filosofia existente actualmente é de que não existem cães maus e agressivos. Isso não é sempre verdade. Existem animais ( uma pequena minoria) que são de facto agressivos por natureza. No entanto cabe-nos a nós evitar que esse número aumente de forma artificial. Não se deve deixar um cão sozinho com cães. O grande número de ataques a crianças deve-se essencialmente a esse facto. As crianças podem nas suas brincadeiras magoar o animal que reage não por maldade, mas por instinto e então de quem será a culpa. Do animal que se defendeu ou dos pais que permitiram a situação de risco ocorrer ?

O treinamento correcto, a sociabilização, o simples facto de não seguir modas e escolher animais adaptados à sua experiência são factores essenciais e determinantes em evitar agressividade.

Daí, sempre que desejar um cão deve informar-se das características da sua raça ( caso seja um animal de raça) e saber se se encontra preparado para ter um companheiro de quatro patas em casa. Quando o tiver evite sempre situações de risco que possam despoletar comportamentos de defesa. Falado com o seu médico veterinário assistente conseguirá sem dúvida ter o animal adequado às suas características.
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22.03
jardazwilfa disse:
Tem que existir de facto uma regulamentação relativamente aos cães. Mas atenção, não a lei apresentada, onde constam sete raças principais como sendo supostamente as mais potenciamente agressivas e perigosas e a solução passa praticamente pela eliminação das respectivas raças. Vamos falar de um caso mais concreto, temos na "famosa" lista um cão, raça Tosa Inu, que em Portugal existem dois criadores e os exemplares para além de ainda serem poucos, não existe qualquer resito de ataque por parte dos mesmo. O que nos leva a pensar? Qual foram os critérios de análise? Em que se basearam? Conhecem as raças? Os comportamentos? Reuniram um conjunto de exempolares de cada um e simplesmente observaram provocando os cães? Ingfelizmente, fala-se do que não se sabe. Em Espanha, esta lei não foi aprovada. Em três dias já tinham cerca de seis mil assinaturas e em Portugal somente temos quinhentas e poucas! Em Espanha a Associação de Criadores, o Clube de Canicultura, os donos e inclusivé advogados intreviram. E nós? As Pessoas não estão a perceber a gravidade da situação. Sendo o mais prática possível, vou falar numa situação que deveria ter sido analisada por quem decidiu apresentar a lei. As estrelizações são dispendiosas, vão as Pessoas ter dinheiro para o fazer? E quem tiver um Bull Terrier, um Rottweiler, Staffordshire Terrier Americano e ainda dois Dogue Argentino! Como vai ser relativamente ao orçamento? Temos que ser realistas, já que o nosso Senhor Primeiro Ministro não o é. O abandono de cães já é enorme, quão maior não será depois? Cães de raça Bull Terrie, Rottweiler (as sete) vão ser simplesmente abandonados. O Sr Ministro deveria ser mais atento e antes de apresentar uma regulamentação, deveria ter estudado a matéria sobre a qual iria ter que falar. Afinal, onde estão os dados de ataques de rafeiros? Cocker? Talvez se tenha guiado pelos media que somente fazem o papel deles, manter o share e procurar notícias de ataques terríveis e com fins trágicos somente das infelizes sete raças. O mais incrível, é que se experimentarem telefonar para a TVI ou SIC a comunicar um ataque de um Lavrador à vossa frente, eles não vêm. Se for uma raçla dita no momento como perigosa, até vêm com várias carrinhas e com os quatro piscas. Sinceramente, espero que as Pessoas que não têm cães de raça se apercebam a tempo que a lei também as vai abranger e de algum modo o fim será o mesmo. Que Portugal seja supremo nesta questão.
04.04
rallen disse:
no meu ponto de vista, dizer que uma raça é perigosa é quase uma questão de racismo... isto é assim como as pessoas não deverão ser diferenciadas pela sua raça os cães também não. Não há raças perigosas e raças não perigosas, mas sim cães mais ou menos agressivos, tal como pessoas boas e más, tudo depende da educação e do ambiente envolvente. Já conheci o caso de um Cocker que atacou um adulto causando-lhe ferimentos bastante graves que o levaram às urgências do hospital, por outro lado conheci um Rotweiler que pertencia a uma equipa de cães de salvamento nos Estados Unidos, e posso dizer que deste cão fazia qualquer coisa para salvar uma pessoa. Posto isto, caso achasse viável distinguir raças, baseando-me na minha experiência de vida em convívio com cães, diria que o Cocker é um cão mais perigoso que o Rotweiler... Será que alguém poderia alguma vez dizer uma coisa destas?... Pois, eu também penso que não! Cada caso é um caso e depende de milhares de factores.

Cães agressivos? :: ARCA DE NOÉ